<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064</id><updated>2011-08-20T14:26:56.739+01:00</updated><title type='text'>O Filósofo Priapista</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-12215356535230440</id><published>2010-03-24T13:35:00.108Z</published><updated>2010-03-28T14:15:36.340+01:00</updated><title type='text'>O Evangelho do Mau Gosto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S6ojt3jxlcI/AAAAAAAAAQg/ANRtTle3bQI/s1600/Tareco.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 298px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452209569800492482" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S6ojt3jxlcI/AAAAAAAAAQg/ANRtTle3bQI/s320/Tareco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000ee;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;Devo antes de mais pedir desculpa ao leitor por lhe dar a notícia assim de chofre, sem fazer uso de um único eufemismo recalcitrante a terminar em reticências que seja, mas nestas coisas não há verdadeiramente como amenizar a notícia. Limito-me, por isso, a cumprir o doloroso dever que sobre mim impende de comunicá-la.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;Saiba-se, então, que a imagem acima não é uma montagem. Confirma-se mesmo o falecimento de Tareco. Não mais jubilará este terno detentor de amplos bigodes na sala que outrora fora o seu domínio, fazendo o gosto à unha no sofá onde passava pelas brasas à tardinha. Não mais se assanhará contra os condóminos humanos do seu apartamento, os quais, desejando também por vezes cacholar no sofá no seguimento de um opíparo repasto ao sábado, para cima dele se atiravam sem querer. Não mais se vingará no almoço familiar do dia seguinte, saltando para cima da mesa e peidando-se na comida, empestando a atmosfera circundante dos comensais com um odor semelhante ao que se esperaria encontrar na vizinhança de uma posta de pescada na qual alguém tivesse recentemente cagado em abundância. Em consequência, também não mais cruzará aerodinamicamente a atmosfera da sala, propulsionado por um sapato recheado de ossos apontado à velha cicatriz que marcava o sítio onde nos tempos idos da sua curta juventude estivera o seu ainda mais curto piço, aterrando pouco depois no acolhedor sofá de sempre, onde o lume ardente do desejo de vingança se acalmava então um pouco no seu felpudo peito até apenas restar o rubor constante de umas brasas, pelas quais de seguida passava. Nada disto se repetirá, pois Tareco já mia em pastagens mais verdes. Foi bicho fiel. Foi animal estimado. Mas acima de tudo, foi rafeiro.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;Claro, não pode deixar de ser notado que Tareco já está sindicalizado na indústria do tijolo há 14 anos e uns meses, e por isso não é segredo nenhum que se estou aqui a escrever sobre ele não será de certeza para comunicar pêsames ou dar informações sobre a data e local das exéquias. Não, o meu propósito é outro bem mais elevado. Encontro-me aqui hoje exclusivamente com o intuito de devolver Tareco, até aqui mero desconhecido bichano, ao justo lugar que deverá ocupar na História doravante: o de conhecido bichano. Com um pouco de paciência e pouco barulho, prometo que tudo o que digo se tornará transparente muito em breve. Atentai ao que se segue.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;A explicação do que está aqui em causa exige uma pequena crónica preambular de certo acontecimento peculiar que vivi no cálido fim da tarde de 30 de Agosto de 2008. Estava de férias nessa altura. Mais concretamente, estava no final da minha visita anual ao Jardim Zoológico de Lisboa, já a caminho da saída. E estava bem disposto. A visita tinha superado em muito outras de anos anteriores. Ainda apanhei os tigres, os leões, os saguis, e um casal de pássaros de uma espécie insectívora sul-americana qualquer a foder (todos à canzana, ainda por cima). No cômputo geral, saldo positivo. Mesmo assim continuou aquém do melhor de sempre. Em 2004 vi menos bichos a aviar berlaitada selvagem, é certo, mas como um deles era eu há que acrescentar uma generosa bonificação à classificação final, que ainda hoje lhe faz merecer o lugar cimeiro do pódio. Enfim, adiante. Estava eu a manjar os últimos amendoins do pacotinho caro para caralho, filhos da puta, que vinha quase só com cascas, a caminho da saída, quando dou por mim a passar por aquele mítico local que é de longe o mais intrigante em toda a terra de Sete Rios: o cemitério da bicharada doméstica, ao lado da jaula dos ursos, que nesse ano pareciam estar em vias de agraciar o visitante com uma boa foda mas que depois se ficaram apenas por arrear o calhau, o que também não é mau de ver.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;Já desde puto que aquele vale cheio de curiosas campas me alcovitava o interesse mas admito que por ser um sítio dos mais inóspitos que há em termos de cona boa, nunca lhe dei muita importância. Ora, o ano de 2008 marca a diferença porque, pela primeira vez, parei, olhei, e meditei. O observador pouco perspicaz que ignorasse estar diante de um cemitério de animais domésticos decerto seria enganado pelas inscrições nas lápides. Os nomes esquisitos dos defuntos e a frequência dos epitáfios em que se lia “saudade eterna dos donos” facilmente dariam azo a crer que se tratava de um antigo cemitério de pretos. Porém, o erro dissipar-se-ia logo que o olhar recaísse sobre a campa que se vê na imagem acima reproduzida. A última morada de Tareco. E assim aconteceu comigo. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;Recordo com vividez a estranha sucessão de pensamentos que me atravessou naquele tragicómico momento. Melhor dizendo, a espécie de bloqueio mental que experimentei, sem igual em toda a minha vida pretérita. Por um lado, aquilo era um túmulo. Havia ali sem dúvida algo de ominoso, como é próprio de todo o jazigo. Algo que convidava à reflexão melancólica e ao piedoso silêncio de respeito imposto pela gravidade metafísica daquela impressão da morte e do destino cunhada em pedra. Sem distinção de qualquer outro túmulo, era um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;memento mori&lt;/i&gt; que me depunha ante a minha própria finitude enquanto animal não menos mortal que qualquer um dos ex-pulgosos e carracentos que serviam agora de lanche a uma classe inteiramente diferente de parasitas, logo abaixo da terra que adubavam. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;E no entanto… era o Tareco. O Tareco estava a ser ominoso, tão fofo. Como era possível que não estivesse a partir-me a rir? Os lábios moviam-se, a gargalhada queria sair mas fazia-o apenas a custo e em rasgos intermitentes, como soluços. Não conseguia perceber o que se estava a passar. A situação era, para mim, de todo em todo inédita. Teria de investigar. Contudo, já não teria tempo de fazê-lo ali. Saquei do telemóvel, tirei uma fotografia para mais tarde observar em filosófica contemplação e fui-me embora.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;Mas quis o destino que eu entretanto trocasse de telemóvel, visto que aquele era uma bela merda, e assim Tareco acabou por ficar perdido na memória de uma relíquia tecnológica e esquecido da minha. Isto até à semana passada. É que o destino quis também que eu partisse todos os telemóveis que tenho. Quando corro para o comboio, é frequente o meu barrote entesado procurar a cada passada enveredar por sítios estranhos dentro das calças de modo a evitar explodir com a pressão nas veias. Como invariavelmente isto resulta na expulsão à cabeçada do conteúdo dos meus bolsos e respectivo espatifamento no chão, ando sempre a trocar de telemóvel. Até que na semana passada o dia chegou em que mais um se partiu e tive de retornar ao uso do antigo para desenrascar. E eis que num momento de saudosa pesquisa nos ficheiros guardados, entre várias imagens de cus e mamas de gajas às compras, me deparo com a sepultura de Tareco. Somente então, tanto tempo depois, percebi o que significou deveras a morte deste animal. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;Sem mais delongas, permitam-me que transmita a revelação: meus caros, se, tal como eu, sempre quiseram saber onde acaba o bom gosto e começa o mau, que cessem de imediato todas as vossas dúvidas. A linha passa exactamente pela tumba do Tareco. Sim, hoje sei por que motivo não consegui partir-me a rir naquele fatídico dia no zoo. Espanta-me apenas que não o tenha compreendido logo. Só o meu subconsciente reconheceu a importância daquela descoberta, obrigando-me a fotografá-la. No Jardim Zoológico, à vista de todos, está nada menos que o elo perdido entre o bom e o mau gosto. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;É verdade que, de certo modo, é de bom gosto enterrar o bichano fiel de tantos anos, que tanta alegria deu à família toda. Mostra sensibilidade e é, no sentido mais nobre do termo, humano. Por outro lado, fazer um funeral a um gato ainda por cima chamado Tareco é coisa tão absolutamente ridícula e paneleira que é impossível decidir-se o que pensar ou fazer defronte da sua campa em tamanho A4. Diante da pedra lapidar de Tareco, pergunto eu, qual o procedimento correcto? Rir ou chorar? Seguir em frente ou parar? Apontar com o dedo e chamar outros para verem também ou baixar a cabeça e observar um minuto de silêncio? E isto não são dúvidas que só a mim afligem, meus caros, não se enganem. &lt;i&gt;Toda a gente&lt;/i&gt; que por ali passa se põe a olhar de lado à espera de perceber pela reacção dos outros o que fazer. O resultado global é o de uma colecção diária de tansos a entreolharem-se com caras de parvo em completa confusão, todos experimentando aquela peculiar sensação da vontade de rir e o sentimento de culpa que marca o início do mau gosto. Não tendo propensão espiritual para filosofar, claro está, nada mais lhes resta fazer nessa altura senão seguirem até à barraquinha das fotografias e comprarem as fotos com as figuras de otário que fizeram ao pé das lontras no delfinário - ou vice-versa, nem sei -, pois aí tudo é simples e não há dúvidas nenhumas. O delfinário é mesmo só ridículo e paneleiro.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;Mas como não podia deixar de ser, o velho Príapo pensou seriamente no assunto, e vai daí anuncio-vos hoje a boa nova associada à anterior descoberta, qual evangelista do animal doméstico. Saiba-se em todo o mundo que Tareco morreu por nós, para expiar o pecado que comete quem se ri das piadas de mau gosto. Tal foi o sacrifício que fez este aparentemente vulgar &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;felis silvestris domesticus&lt;/i&gt;, pelo qual todos lhe estamos em eterna dívida. A sua tumba não marca só o horizonte do bom gosto, a partir do qual começa a piada de mau gosto. É também o solo sagrado até onde deverão peregrinar todos aqueles que já espreitaram, por assim dizer, para lá desse horizonte, e que gostaram do que viram.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;Todos os apreciadores do mau gosto devem algo a este singular bichano. Ora, como fica provado pelo facto de estar a ler isto que o leitor se inclui nesse número, também tem obrigação de respeitar e honrar a memória de Tareco, pois morreu por si tanto quanto por mim. Aliás, para ser perfeitamente honesto, devo dizer que o sentimento que me invadiu nesse dia ante o túmulo de Tareco culminou, a longo prazo, na criação deste blog. E como se eu não o tivesse criado o leitor não seria leitor, poderia estar neste momento a passear algures pelas ruas da amargura, amofinado, onde acabaria por morrer atropelado por uma velha bêbeda. Por isso, mais do que por tudo o resto, o leitor deve respeito ao referido felino. Tareco está neste preciso momento a salvar-lhe a vida.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;Dito isto, proponho que no dia 18 de Dezembro se celebre o &lt;i&gt;Dia Mundial do Mau Gosto&lt;/i&gt;, a coincidir com a data do falecimento de Tareco, cuja vida e obra serão um dia matéria obrigatória a leccionar nas escolas primárias de todo o planeta. Teses de doutoramento se escreverão sobre Tareco e o seu túmulo receberá milhares de visitas por ano, se os preços do Jardim Zoológico entretanto deixarem de ser a roubalheira que hoje são, gatunos filhos da puta que não têm outro nome. Isto profetizo eu.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;Não me alongo mais, a minha missão está cumprida. Peço apenas a todos os que lerem isto em particular e a todos os que alguma vez se riram de uma piada de mau gosto em geral que se lembrem de Tareco, graças ao qual estão desculpados por o terem feito. E se um dia destes o leitor der por si a transitar pelo Jardim Zoológico, que baixe o olhar sobre este singelo túmulo à beira-passeio plantado, a seguir aos ursos, antes da saída. Encontrará aí o sagrado local do eterno repouso de Tareco, nosso misterioso Salvador, perante o qual ninguém sabe muito bem o que fazer.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-INDENT: 9pt" class="MsoNormal"&gt;Não quero com isto dizer que deverão depor flores na sua laje, claro. Isso seria humanizá-lo e nenhum humano, precisamente por sê-lo, poderia fazer o sacrifício que Tareco fez por nós. Mas seria honroso e de bom tom deixar lá, pelo menos, um coentro.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-12215356535230440?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/12215356535230440/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/03/o-evangelho-do-mau-gosto.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/12215356535230440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/12215356535230440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/03/o-evangelho-do-mau-gosto.html' title='O Evangelho do Mau Gosto'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S6ojt3jxlcI/AAAAAAAAAQg/ANRtTle3bQI/s72-c/Tareco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-2465052440320017989</id><published>2010-03-01T21:24:00.137Z</published><updated>2010-04-01T15:11:31.001+01:00</updated><title type='text'>Priaprisma Fodosófico: 2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4wwkjUMv0I/AAAAAAAAANA/0d8ZU5ho39M/s1600-h/priaprisma2.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443779454097473346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4wwkjUMv0I/AAAAAAAAANA/0d8ZU5ho39M/s320/priaprisma2.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;Metodologia para determinar que gajas estão a pedi-las&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: center"&gt;(A lição de hoje é longa e dura, tal como o meu caralho, mas vale a pena, tal como o meu caralho)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Estão atrasados, caralho. Sentadinhos e pouco barulho. Até me fazem falar mal.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;Eis-nos chegados ao segundo número do precocemente clássico Priaprisma Fodosófico. Agora é que vai ser a doer, esta merda. Portanto, blocos de notas e canetas para fora. Nada de escrever os apontamentos na mão que isso depois desbota durante a punheta suada e depois para ler é, literalmente, uma gaita.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Decerto que a recordação da metodologia a seguir na nossa progressão pedagógica estará ainda tão fresca na memória do diligente leitor discente quanto o pingo na parte da frente da cuequinha preferida da Pucca depois da sua última queca na fiel pachacha de cinco dedos, mas como a seguir ao fresco vem o peganhento o melhor é mesmo reiterar, não vá o Diabo batê-las. Se bem se lembram, foi unilateralmente acordado no primeiro número desta rubrica que partiremos do conhecimento mais geral em direcção ao particular, até àquele bíblico momento final em que o leitor rasgará a batina de punheteiro noviço e se erguerá triunfante, todo nu em público, bradando de peito inchado aos sete ventos, de cu fechado em cueca com sete selos: "calai-vos, paneleiragem, temei e tremei, pois eu sou Fodósofo. Que ninguém ouse cruzar meu caminho, ou incorrerá no castigo de chegar a casa e ver sua mãe chupando-me o urubu na sala, de avental, enquanto a sopa está a fazer". &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;A primeira parte deste heróico empreendimento foi levada a bom porto no &lt;a href="http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/priaprisma-fodosofico-1.html"&gt;mês passado&lt;/a&gt;. O Priaprisma debitou já uma luzinha de conhecimento fodosófico que, por modesta que seja, bem melhor é que o abichanado arco-íris que era antes da sua cromática conversão. A sabedoria obtida foi, relembro, esta: &lt;i&gt;a foda encontra-se a meio caminho entre a ciência e a arte&lt;/i&gt;. Ora então, o tema que se segue na nossa progressão descendente – após a apresentação do qual o leitor ver-se-á renascido como filho bastardo de uma orgia de neurónios em que vai ser só esbodegar sinapse e enrabar dendrito até escorrer neurotransmissor das paredes cranianas –, será o do vetusto conceito de “estar a pedi-las”, de que toda a gente fala mas que ninguém parece compreender realmente. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Trataremos, portanto, de identificar e circunscrever o âmbito das gajas que estão efectivamente a pedi-las. Uma gaja que está a pedi-las é, em poucas palavras, uma gaja que está mesmo no ponto para ser fodida. Isto julgo que todos sabemos. Porquê então falar nisto? Porque, sua besta, se o Priaprisma Fodosófico pretende veicular sabedoria sobre a foda, há primeiro que identificar as gajas às quais essa sabedoria poderá potencialmente aplicar-se. Dizer "pó caralho com a conversa de merda, a pedi-las 'tão essas putas todas", nasalando uma junga de patê de serôdio enquanto o mindinho tapa a narina menos congestionada como que para dar ênfase à noção veiculada é bonito e fica sempre bem, mas está errado. A piça não é nenhum bouquet que se atire assim ao ar ao calhas a ver quem será a próxima gaja a encavar. Alguns motivos para que assim seja são auto-evidentes. Meninas muito novinhas, por exemplo, ainda que rebitesas, não são alvos potenciais para a pichotada por não estarem física nem psicologicamente preparadas para aguentar o choque traumático que uma bela violação acarreta, uma vez que o barrote entesado ocupado a escachar pipi de primeiro ciclo empurra o diafragma para cima e pode causar soluços à pita, o que posteriormente lhe impossibilitará a leitura em condições das legendas do High School Musical e criará grandes dificuldades em acompanhar o desenvolvimento do enredo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Já no caso das velhas, somos nós quem não está preparado para o choque traumático. Por muito ensaraivado que um gajo esteja nenhuma velha, nunca, em qualquer circunstância, está a pedi-las. Há limites mínimos de qualidade de pachacha dos quais o homem nunca deverá ficar aquém, pois por muito que a idosa se pinte e faça permanentes, nada poderá fazer no sentido de dar à sua vagina um aspecto que menos se assemelhe às pálpebras de um rinoceronte. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mas que dizer das regiões de fronteira difusa? Até que ponto é possível demarcá-las objectivamente, e segundo que critérios conológicos? Em termos menos abstractos, quando é que uma menina se torna gaja de pleno direito (i.e. passa a estar a pedi-las)? Sim, que a pita começa a pedi-las muito antes de poder sufragar. Muitos casos há em que acabadas de aprender a tabuada estão já prontas a aprender a pranchada. Isto também toda a gente sabe, obviamente... mas quando se dá a viragem? E no extremo oposto, em que ponto etário exacto termina o escalão da matrona que está a pedi-las e começa o da velha que já nem a pagá-las devia voltar a sentir o gosto à foda? Em suma, quais são e onde se encontram os Barrancos e Olivenças do chavascal? Estas sim, são questões complicadas que merecem a devida apreciação fodosófica. Assim sendo, consideremo-las, sem que no entanto sobre elas nos debrucemos, uma vez que não existem ambiguidades quanto ao facto de que quem está de cu para o ar está a pedi-las.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;A tematização inaugural do problema das gajas que estão a pedi-las remonta à Antiguidade Pré-Clássica - mais especificamente, ao final do período Pré-Dinástico do Antigo Egipto. É do conhecimento comum que o ritual fúnebre egípcio envolvia o processo de mumificação do cadáver, necessário a assegurar a imortalidade do defunto depois da morte terrena. O que poucos sabem é a importância dada pelos egípcios à &lt;i&gt;mamificação - &lt;/i&gt;o processo de desenvolvimento das glândulas mamárias cujo início marcava o dealbar da idade em que a moça passava a estar a pedi-las. Sabemos que era esta a crença egípcia através do único fragmento que foi possível rescuperar (ainda que com algumas lacunas) de um vasto manuscrito em papiro cujo original tinha as páginas todas coladas: “Quando, pelo poder de Horus, o planalto do mamilo se tornar incipiente pirâmide, a jovem rapariga, seja provinciana ou filha de deuses, encontrar-se-á em estado de quem está a pedi-las. Na alvorada desse acontecimento, para glória de Amun-Ra, o sacerdote deverá realizar o ritual de passagem, após o qual a moça será mulher, enfiando bem fundo o seu [lacuna] toda assada, sendo também aconselhável que [lacuna] usando manteiga de cabra se necessário”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;A importância central de Horus no panteão egípcio advém precisamente do facto de ser a divindade considerada responsável pela mamificação. Veja-se a sua &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Horus_standing.svg"&gt;imagem&lt;/a&gt;. A significação da cabeça de pássaro ainda é muito debatida. Uns dizem que simboliza a pássara. Outros, que representa o bico iniciático executado pela jovem, durante o qual, como o pardal na seara, prova da semente pela primeira vez. Mas independentemente do debate a respeito desse pormenor, é consensual que o seu chapéu é um garrafão de esporra. O grande “T” que leva na mão esquerda simboliza claramente Tesão, e na sua mão direita carrega o postezinho com o qual media a altura e a largura da jovem para depois, através de um misterioso cálculo, determinar o tamanho das tetas que lhe daria. O próprio nome – Horus – tinha origem no facto de ser o deus que indicava quando é que já eram horus de começar a foder.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os Gregos e os Romanos teriam muito de interesse a dizer-nos a este respeito mas vou saltar já para o século XVIII senão nunca mais saio daqui. O protagonista da revolução na história do estar a pedi-las de que esse século foi palco foi, sem grandes surpresas, Benjamin Franklin. Franklin interessava-se por invenções quase tanto quanto por gajas só que, como tantos outros, não sabia determinar exactamente quando é que principiavam a estar a pedi-las. Talvez inspirado no suposto “cálculo” que Horus efectuava antes de atribuir as tetinhas à puta de amanhã, decidiu transcender a superstição primitiva e dedicar os seus esforços criativos a desenvolver um engenho capaz de determinar com certeza matemática se uma dada jovem estava, de facto, a pedi-las. Apesar de não ter sido fácil a coisa correu bem e, ao fim de meses de trabalho o primeiro pedi-lómetro do mundo estava pronto.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O funcionamento do pedi-lómetro era tão simples quanto genial: bastava enfiá-lo cona adentro da pita-alvo e quase de imediato saia um papelinho do outro lado a dizer se ela estava a pedi-las ou não (do outro lado do pedi-lómetro, não da pita). Faltava apenas uma coisa para que Franklin pudesse divulgar a notícia da sua invenção: testá-lo. Não tendo grande escolha, decidiu pedir ajuda à sua própria &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Deborah_ReadFranklin.jpg"&gt;mulher&lt;/a&gt;. Sabia que se desse resultado negativo era porque funcionava, a gorda nunca tivera um momento na vida em que tivesse estado a pedi-las. E assim foi - a badocha deu em cobaia e a experiência foi realizada. Mas nunca se chegou a saber se a engenhoca funcionava ou não.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;É que o bom do Franklin inventou aquilo antes de descobrir as potencialidades da electricidade e por isso o pedi-lómetro trabalhava a carvão. Ora, como não podia deixar de ser, quando se ligava, aquela merda tremia mais que um carrinho do Continente a andar no passeio. Resultado: assim que entrou na senaita da gorda ela já não quis que saísse, e corria a pontapé qualquer um que se aproximasse com medo que viesse para tirá-lo (inventor incluído). A partir daí o Ben teve que desistir da ideia e dedicar-se a outros projectos. Não por vontade sua, mas da gorda. A pedido dela – ou melhor, sob ameaça de nunca mais lhe chuchar a picha na vida –, foi forçado a trabalhar numa coisa do género do pedi-lómetro mas que se limitasse a tremer, sem deitar papelinhos e que não funcionasse a carvão, visto que lhe deixava o bordedo todo a cheirar a sardinha assada. Vai daí, lá teve de descobrir a electricidade o que, entre algumas outras coisas, serviu para inventar o vibrador. Ainda hoje é debatido se a gorda morreu da doença de Parkinson ou se um dia com o entusiasmo perdeu a invenção do marido algures entre as adiposas pregas conais e preferiu enfrentar a morte ao embaraço de revelar a verdade. Nunca saberemos. Seja como for, reza a lenda que na missa no seu funeral tinham de parar tudo de cinco em cinco minutos para voltar a pôr o caixão no sítio.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;De certo modo a invenção continua a funcionar ainda hoje como pedi-lómetro, repare-se. Qualquer gaja que use vibrador está claramente a pedi-las. Mas não é bem o mesmo. Daí ter sido tão importante a descoberta nos diários de Benjamin Franklin da fórmula que o pedi-lómetro efectuava quando enfiado na pachacha da gaja – e a sua surpreendente simplicidade permitirá ao leitor efectuar o cálculo por si próprio. Ora aí vai ela: &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;b&gt;(a + b) / (c x d) = p&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;"a" – altura da jovem em centímetros&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: left"&gt;"b" – peso da jovem em quilogramas&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: left"&gt;"c"– grau de escolaridade da jovem (8 corresponde ao 8º ano, 10 ao 10º, etc., até ao máximo de 12º, a partir do qual toda a gaja está legalmente a pedi-las)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;"d" – número estimado de vezes que as mamas da jovem abanariam para cima e para baixo depois de saltar de um degrau cuja altura correspondesse ao dobro do tamanho da piça de quem faz o cálculo&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;"p" – resultado (em putencial).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O putencial da moça corresponde ao seu potencial de puta, isto é, o ponto até ao qual está a pedi-las. Se "p" for igual ou superior a 10, foder a gaja será pedofilia e, logo, o leitor que ignore este facto arrisca-se a ir parar à cadeia sem ter desculpa, onde estará a pedi-las. Nestes casos, evite foder. Bata antes uma sarapitolinha. É, aliás, daí que vem o significado matemático do número 10 na equação, sendo o número de dedos de ambas as mãos do masturbador audaz e ambidextro que não teme a punheta em contra-mão. Agora, se o resultado for inferior a 10, que o estupro não lhe pese na consciência pois a puta está a pedi-las.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Importa clarificar apenas alguns potenciais focos de confusão. Em primeiro lugar, a importância da escolaridade da gaja (variável "c") no cálculo. Advém esta do facto de permitir excluir pitas da pré-primária, atrasadas mentais e, especialmente, ciganas. As ciganas nunca vão à escola e casam pouco depois de começarem a andar, o que acontece pouco depois de começarem a roubar. Fodes uma e arriscas-te a que o marido entre todo encardido pela caravana adentro, te enfie uma ponta-e-mola na peida e te saque o telemóvel antes de teres tempo sequer de desentalar o marro da lela.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;E segundo, a influência do tamanho da piça no cálculo tem a ver com o facto de que se tiveres uma de tal modo pequena que as mamas da gaja nem abanem depois do salto da variável “d” (de uma altura correspondente ao &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;dobro&lt;/i&gt; do comprimento do caralho, já para dar uma certa abébia), não precisas de calcular nada porque ou tens a idade da gaja, e então podes foder para aí à vontade, ou és asiático, e nesse caso não percebes nada do que estou para aqui a dizer. &lt;i&gt;Nota&lt;/i&gt;: em casos como o meu pode imaginar-se que a pita salta para um colchão, de modo a evitar que parta uma perna.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;E como fazer o mesmo cálculo para o extremo oposto, isto é, como distinguir a cota madura da velha podre cheia de bicho? Ao contrário do caso anterior, a resposta à questão não é matemática e sim linguística.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;Regra geral, se a gaja te tratar por “filho” ou “menino” é porque é uma puta de uma velha ressabiada a ver se tira a narsa de misérias. Não alinhes nessa merda que fodosofia não é paleontologia. Agora, se a gaja não empregar semelhante terminologia e até tiver um rabo que não se assemelhe muito a requeijão, existe um mecanismo quase infalível na detecção da sopeira ambígua: o nome. Gaja que tenha nome de velha geralmente é velha. Assim sendo, desconfia dos nomes com três sílabas ou mais (Conceições, Gervásias, Ermelindas, Gertrudes, Patrocínias), afasta-te de gajas cujo nome indique a sua proveniência (Maria do Céu, Maria do Carmo) – bem como de combinações entre ambos os casos anteriores (Maria da Conceição) –, e foge pela vida de todas cujo nome termine em “ete” (Graciete, Odete, e o caralho a sete). Se aplicares estes princípios básicos dificilmente darás por ti a foder rata bisavó. Porque no que à cona diz respeito, a regra é inversa à dos telemóveis: a partir da 3ª geração, é uma velharia do caralho. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aqui termina a lição. Rejubilemos, pois neste dia mais um fio de sabedoria fodosófico emergiu do Priaprisma. Não serei eu a pô-lo em palavras; antes citarei as do próprio Benjamin Franklin: "o &lt;i&gt;connoisseur&lt;/i&gt; é o que sabe quando a cona a sério nasce e quando se torna conossauro". E agora, também o leitor sabe.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;TPC:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;1) Efectue o cálculo acima referido para três primas à sua escolha que se encontrem em idade ambígua. Se o resultado determinar que ainda não estão a pedi-las, bata um pouco à punheta. Se estiverem, dê-lhas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;2) Efectue o teste linguístico para três vizinhas na menopausa. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Foda-se, distraí-me com as horus. Tenho a minha sobrinha à espera.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-2465052440320017989?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/2465052440320017989/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/03/priaprisma-fodosofico-2.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/2465052440320017989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/2465052440320017989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/03/priaprisma-fodosofico-2.html' title='Priaprisma Fodosófico: 2'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4wwkjUMv0I/AAAAAAAAANA/0d8ZU5ho39M/s72-c/priaprisma2.png' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-5199295154329828403</id><published>2010-02-25T18:39:00.055Z</published><updated>2010-02-26T17:57:49.876Z</updated><title type='text'>Interrupção Voluntária da Estupidez</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4bECh50JXI/AAAAAAAAAM4/pyBzMw22i9Q/s1600-h/diaconos.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442252747463468402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4bECh50JXI/AAAAAAAAAM4/pyBzMw22i9Q/s320/diaconos.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Pára tudo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Celebra-se hoje o 20º post d’ O Filósofo Priapista. Este facto, aliado ao de caminharmos a passos largos para a visita número 2000 ao blog, pareceu-me fazer deste um momento de singular solenidade, propício à reflexão, pelo que hoje o assunto que aqui me traz não é estritamente filosófico como de costume. Hoje o assunto são vocês.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Desde que arranquei com isto que tenho recebido críticas mistas e, na generalidade dos casos, extremas, para o melhor ou o pior. Há gente que gosta, é um facto - o que não é de espantar quando consideramos que até há quem goste de levar na bilha -, mas a grande maioria dos livre-pensadores que me escreveram até agora fizeram-no com o objectivo de me darem a conhecer o facto de que sou, ao contrário do que se possa pensar, um desgraçado. Alguns puritanos ficaram mesmo de tal modo enfurecidos com o que leram aqui que perderam as estribeiras e quase desceram ao meu nível, acusando-me de ser um autêntico sacripanta que precisava era de lavar com sabão os dedos que uso para escrever estas barbaridades pretensamente filosóficas, como sempre faço depois de enfiá-los na ratola grisalha das suas mãezinhas, dando assim a conhecer às simpáticas senhoras o que é que Platão queria dizer exactamente quando falava na Alegria da Caverna. Seja como for desconfio que tanto no primeiro caso como no segundo, seria preciso muito mais do que sabão para me fazer sair o mau gosto das mãos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O post anterior a este, por exemplo, tornou-me alvo de furiosas críticas por parte de vários seguidores fervorosos da saga Crepúsculo. Em abono da verdade, diga-se que isso só aconteceu porque me pus a expor doutrina directamente no maior site de fãs desta série em Portugal, mas isso é irrelevante para o caso. Como não podia deixar de ser, alguns clicaram no meu nome e foram encaminhados aqui para o blog, onde deram de caras com o post. Um jovem acusou-me de ser o indivíduo mais mal formado que alguma vez “conheceu”. Outro – um gajo que até era crítico da saga – usou-me em seu proveito, dizendo a todos no site que se achavam as suas críticas despropositadas deviam ler a minha, que descreveu como “estupidez dita por dizer”. Uma rapariga (essa deu-me pena) disse que não conseguiu acabar de ler porque começou a ficar mal-disposta. Esta sequência de comentários acabou por ser apagada do site e é bem possível que me tenham posto uma maldição em cima, pois aqueles à minha volta que mais amo têm desde esse dia sofrido horríveis perdas de colheitas no Farmville.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Pode pensar-se que não mas isto deu-me que pensar. Para já, fiquei verdadeiramente incomodado por descobrir que existem fãs masculinos do Crepúsculo. Não sabia. É tanto mais espantoso quanto os livros da saga têm a peculiar característica de serem dos poucos objectos no mundo cuja compra constitui acto mais paneleiro do que enfiá-los no cu. Quanto às críticas que me foram dirigidas, também me deram que pensar. E foi assim que ontem, após o chá das cinco com a minha tia e o leite das seis com a minha prima, cheguei a uma conclusão: têm todos razão. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;Por esse motivo, existe agora uma outra paragem virtual para onde poderão ir se optarem pela via da interrupção voluntária da (minha) estupidez. Aí, se o desejarem, terão a possibilidade de expressar a vossa opinião negativa sobre as bardajices que aqui se têm escrito - e que nada indica que vão parar de ser escritas -, de modo totalmente livre, sem qualquer tipo de moderação ou censura.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Detractores, críticos, diáconos e diáconas, usem e abusem desse espaço. Foi criado só para vós. Para lá vos envio do fundo do coração. &lt;/p&gt;&lt;div&gt;É só clicar &lt;a href="http://aputaquetepariu.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-5199295154329828403?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/5199295154329828403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/interrupcao-voluntaria-da-estupidez.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/5199295154329828403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/5199295154329828403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/interrupcao-voluntaria-da-estupidez.html' title='Interrupção Voluntária da Estupidez'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4bECh50JXI/AAAAAAAAAM4/pyBzMw22i9Q/s72-c/diaconos.png' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-4184522161614773180</id><published>2010-02-23T12:47:00.093Z</published><updated>2010-02-26T18:57:58.004Z</updated><title type='text'>Vampiros vs Lobisomens: venha o caralho e escolha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4QuGCF6F_I/AAAAAAAAAMw/bJFQO5BYg2s/s1600-h/saldos.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441524930946144242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4QuGCF6F_I/AAAAAAAAAMw/bJFQO5BYg2s/s400/saldos.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:black;"&gt;Há uma questão que me inquieta desde o arranque desta interminável procissão de filmes e livros sobre a milenar divergência de opiniões entre vampiros e lobisomens que, não obstante a sua pertinência, tem sido sistematicamente descurada tanto por fãs quanto por detractores deste que será sem dúvida lembrado como um dos mais marcantes fenómenos da cultura pop do século XXI: a de qual das sanguinárias criaturas é a mais paneleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E que é que essa merda interessa?”, indagará o esferográfico leitor com uma caneta Bic enfiada na peida, em busca de inspiração enquanto escreve promessas de fidelidade eterna ao namorado ucraniano recentemente deportado, esforçando-se por encontrar uma palavra que ao mesmo tempo rime com “broche” e não lhe foda a métrica toda ao verso. Até é bem perguntado, há que dizê-lo. Muitas outras questões de interesse orbitam este assunto. Por exemplo, existirá alguma razão válida para que licantropos e hematófagos não possam ser bons amigos? Ou odiar-se-ão simplesmente porque sim, que nem duas famílias vizinhas de bimbos do interior nortenho que se matam há gerações porque quem tiver aquele último nome é tudo uma cambada de filhos da puta? E em qualquer desses casos, seria possível negociar-se o armistício mediante a intervenção diplomática de um ser que, não sendo lobisomem nem vampiro, partilhasse características de ambos? Alguém como a espanhola&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Me-mbQSzeJc/SikGClvJ8NI/AAAAAAAAACA/zpmwOQWT8ts/s320/a20080906115956.jpg"&gt;Duquesa de Alba&lt;/a&gt;, a única mulher até hoje a conseguir que a minha piça se encolhesse tanto de horror que se tivesse continuado a crescer para dentro me teria desenrabado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou menino para admitir que são questões dignas de ocupar o espírito filosoficamente predisposto, sim, mas ao invés destas e de outras que tais, a resposta à primeira que coloquei pode vir a revestir-se de grande utilidade prática e por isso deve ter precedência. Permitam-me uma&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;gedankexperiment&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;ilustrativa do motivo por que assim é. Imagine-se o leitor acabado de ser raptado por um pérfido mestre do crime que lhe diz o seguinte: “Ah, insuportável leitor, ei-lo finalmente sob o meu controlo. E, na medida em que sou malvado, colocá-lo-ei numa situação em que preferiria não estar. Preste atenção, pois irei fazer-lhe uma pergunta algo capciosa. Se responder, limitar-me-ei a enfiar-lhe um balázio no meio dos olhos. Caso se recuse a fazê-lo, serei forçado a arrancar-lhe o escroto e a usá-lo como preservativo enquanto lhe fodo o buraco da pichota, de modo a que quando me vier a minha meitadela não esguiche através do seu saco roto e me estrague o tapete de genuína pele cona de andorinha. Ora então, a pergunta é a seguinte: muito honestamente, prefere lobisomens ou vampiros?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os presentes efeitos, façamos de conta que o leitor estava impossibilitado de se armar em MacGyver com a caneta Bic armazenada no cu e que não tinha hipótese de fuga. Obviamente, o seu pensamento em tal situação poderia ser apenas um: “Diabos… se ao menos tivesse pensado neste assunto atempadamente, dando-lhe a devida atenção como o Príapo me incentivou a fazer algumas linhas acima, estaria em condições de responder sem medo de escolher a criatura mais paneleira por engano. Em suma, morreria mas teria a certeza de que morreria à homem. Agora, para não correr riscos, terei de ser fodido na picha com a pele dos meus próprios colhões. Tinhas razão, Príapo… perdoa…”. Pois é, agora já pedes desculpa não é, seu cabrão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, tendo o leitor amochado depois desta, continuemos. A questão não é tão simples como parece à partida. Ambas as criaturas dispõem de poderosos argumentos a favor da sua paneleirice. Haverá talvez um compreensível impulso no sentido de se atribuir&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;prima facie&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;o vibrador de ouro ao vampiro, uma vez que o lobisomem é um monstro peludo e ter pêlo no monstro é d’homem. Contudo, não nos podemos esquecer de que o lobisomem, por definição, anda sempre à canzana, e que por isso está a todo o momento sujeito a ser enrabado. Por outro lado, o vampiro é detentor de um poder de chavascal tão para lá do alcance do comum heterossexual que é questionável se seremos sequer capazes de imaginá-lo. Refiro-me, como é óbvio, ao poder de executar minetes a gajas com o período. A mesma cona pingona em que até o mais másculo devorador de picanha mal-passada se recusaria a meter a boca seria, para o guloso vampiro, mais do que algo a lamber, um petisquinho do lóbulo da orelha, merecedor no final de uma sugadela no tampão como quem tira a chicha do último pescocinho de galinha no prato. Portanto, o que lobisomem tem de monstruoso o vampiro compensa largamente em menstruoso. É coisa que não pode deixar de lhe valer alguns pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí é que está, para o vampiro tanto lhe faz chupar senaita como gaita. O que interessa é que venha com sangue. Como, regra geral, quem come salsicha com ketchup não se queixa&lt;span class="apple-converted-space"&gt; que&lt;/span&gt; venha também com maionese, o vampiro não será excepção e, portanto, gosta de chupá-las sim senhor, e bem gordas. E assim se foram os pontos todos do vampiro pelo cano do cu abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, visto que nestas coisas de decidir quem é mais homem o tipo de pele é sempre um bom indicativo, analisemos este factor. No caso do lobisomem não há muito a dizer. Temos aqui um homem que se barbeia de fresco pela matina e à noite já está coberto por uma camada de farfalheira digna de pachacha angolana. O vampiro, esse, não só não faz a barba como nem apanhar solzinho pode senão, ui ui, o mal que aquilo lhe faz à cútis. Cá temos outra vez o vampiro a subir disparado na escala da paneleiragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:#ff6666;"&gt;Nota:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:black;"&gt;Nas considerações cutâneas acima tecidas ignorei propositadamente todos os livros e filmes do Crepúsculo, a saga sobre vampiros e lobisomens aplaudida um pouco por todo o mundo com as mãos dentro do cu de quem dela é apreciador. Quando a história em questão envolve lobisomens depilados e vampiros que sob a luz solar ficam cobertos de purpurina em vez de morrerem, a discussão sobre quem é mais paneleiro torna-se despicienda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao assunto, desengane-se o leitor convencido de que o lobisomem vai neste momento com grande vantagem sobre o vampiro em termos de quem é mais macho. Não esqueçamos que o lobisomem não tem qualquer tipo de pudores em subir ao alto de um morro a meio da noite e anunciar “há cuuuuuuuuuuuuu” a quem quer que esteja naquele momento a passear pela mata. Repito, não é tão fácil como parece à partida decidir quem é mais bichona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem, após devidamente quantificada toda a informação (pouparei ao leitor os difíceis cálculos das variáveis em questão, uma vez que exigem conhecimentos de Métodos Quantitativos ao nível do 10º ano), eis os resultados obtidos apresentados aqui em histograma. Para fins de referência, considere-se que o "0" corresponde a mim e o "100" ao leitor depois de uns shots. Verifica-se, então, que a intuição inicial afinal estava correcta. O vampiro é mesmo objectivamente das duas a criatura mais paneleira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4Qt8uK39VI/AAAAAAAAAMo/sXS0njYzEwA/s1600-h/NIVEL.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441524770979444050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 156px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4Qt8uK39VI/AAAAAAAAAMo/sXS0njYzEwA/s320/NIVEL.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="LINE-HEIGHT: 24px"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 9pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;A margem é pequena mas não nos esqueçamos de que um só centímetro de piça dentro do cu é suficiente para condenar o mais viril dos homens a uma vida inteira de paneleirice. Claro, o corolário deste último aforismo é que que tanto lobisomens como vampiros são de uma paneleirice atroz, e quem disser que prefere um a outro é porque gosta de chupar picolé de piça. Seja como for, se o dito vilão capturar o leitor e o forçar a escolher, é escolher logo o lobisomem, caralho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-4184522161614773180?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/4184522161614773180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/vampiros-vs-lobisomens-venha-o-caralho.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4184522161614773180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4184522161614773180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/vampiros-vs-lobisomens-venha-o-caralho.html' title='Vampiros vs Lobisomens: venha o caralho e escolha'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4QuGCF6F_I/AAAAAAAAAMw/bJFQO5BYg2s/s72-c/saldos.png' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-6973730592958386095</id><published>2010-02-19T13:21:00.058Z</published><updated>2010-03-05T00:10:55.492Z</updated><title type='text'>Priaprisma Fodosófico: 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4x4_UU6wbI/AAAAAAAAANI/dY_Ec8xZesQ/s1600-h/priaprisma1.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443859078767624626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4x4_UU6wbI/AAAAAAAAANI/dY_Ec8xZesQ/s320/priaprisma1.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN: center" align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Foda: Ciência ou Arte?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Anuncia-se &lt;em&gt;hic et nunc&lt;/em&gt;, nesta histórica postagem, a ejaculação oficial da mui antecipada rubrica &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/importante-anuncio.html"&gt;O Priaprisma Fodosófico&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. E como sou um gajo fodido não há aula de apresentação para ninguém, começo já a dar matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar é imperativo que se faça uma advertência: se o leitor tiver batido uma punheta nos últimos dez minutos (e uso aqui a conjunção subordinativa integrante “se” como mero artifício de retórica), solicita-se que pare de ler estas linhas e que volte cá dentro de cerca de uma hora e picos, quando o stock da colhoada tiver sido devidamente reposto, porquanto tal como um carro que anda sem óleo pifa ao fim de pouco tempo, assim também não é possível interiorizar conhecimento fodosófico sem meita a lubrificar as juntas dos neurónios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, uma vez que sem método não se vai a lado nenhum, procedamos do geral para o particular. Nessa perspectiva, a questão mais genérica a colocar é sem dúvida a de se foder constitui actividade artística ou se os seus princípios básicos são científicos. A pertinência deste ponto é facilmente compreensível. É que se for arte exige talento natural e, nesse caso, quem não o tiver, esqueça. Por outro lado, se for ciência, mesmo o mais cataléptico dos amantes poderá devir martelo pneumático através da memorização e subsequente aplicação de algumas fórmulas matemáticas elementares que adeqúem devidamente o ritmo de bombadas em Hertz à pujança das pichotadas em Joules de tal modo que, tão certo como 2+2=4, a gaja acabará cada sessão de espeta-nabo aos urros de alegria abafados com as trombas enfiadas na almofada. Não poderia, pois, deixar de ser a primeira questão a ser debatida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor forma de se averiguar se a foda pertence ao âmbito do estético por oposição ao científico parece-me ser a de verificar se partilha características com outras formas de arte conhecidas. Por exemplo, é manifesto que há semelhanças com a pintura. Quantas e quantas vezes, defronte das telas virgens de faces, mamas e nádegas dispostas diante do meu pincel, não me pus a pintar coisas lindas até se me acabar o guache? E não me refiro a merdas à Pollock que isso qualquer puto de liceu deixa nas cuecas todos os dias depois de cada pívea. Falo de verdadeiro impressionismo à Monet. Por exemplo, certa vez, após vazar a bisnaga nas fuças de uma gaja manobrando a piça para cá e para lá de um modo que nunca antes tinha ela visto, perguntou-me a cadela: “Príapo, que diabo foi isso?” Ao que respondi: “Xiu, caralho. Vai mas é ver-te ao espelho. E não limpes a ranhoca das trombas que se aí a pus por algum motivo foi”. Puta obediente que era, assim fez. Diante da sua imagem reflectida, assegurou-me de que nada via de especial. Apenas a cara cheia de sumo de tomate, como sempre. Disse-lhe que se afastasse uns metros do espelho e que voltasse a olhar. Qual não foi então o seu espanto ao constatar, à distância, que o esmegma cuidadosamente espalhado pelas suas bochechas formava na perfeição a imagem da fachada da Sé de Braga em perspectiva cavaleira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, e por muito que me custe admiti-lo, tal não é suficiente para que se eleve a foda ao estatuto de arte. Isto porque a pintura só vem no fim da foda e muito do que nela há de maior interesse vem antes. Claramente, é preciso mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a escultura seja comparativo mais frutuoso. Durante o bombanço é possível pôr a gaja em posições tão estrambólicas que são sem dúvida candidatas a serem consideradas artísticas. Importando novamente um exemplo da experiência pessoal, recordo uma ocasião em que engatei uma contorcionista no funeral de uma trapezista que andei a foder durante uns tempos. Boa moça, a defunta. Mamas razoáveis, cu de sonho. Morreu tragicamente devido a uma tripla pirueta executada sem rede que correu mal. Era previsível, a correr riscos daqueles. No fatídico dia ligou-me do carro em vez de esperar até chegar ao circo, cheia de pressa que estava de combinar a bombada pós-laboral. Ao entrar num túnel ficou sem rede e enquanto tentava perceber se o problema era do telemóvel espetou-se de frente contra um muro. Quem assistiu diz que ainda deu três piruetas antes de afocinhar no cimento. Ao menos não sofreu, não cheguei a ter tempo de lhe dizer que nesse dia já tinha foda marcada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o caso o fim iria inevitavelmente chegar para nós, não tínhamos uma relação muito saudável. De cada vez que me agarrava o nabo apertava-o como se fosse cair se o largasse, mais cedo ou mais tarde ia acabar por me espremer a uretra em pleno orgasmo e rebentar-me com os colhões. Mas voltemos à vaca fria (neste caso, à ex-acrobata estiraçada no caixão). Enquanto esperava pelo padre na capela, fingindo carpir amargamente, vi uma gaja sem mamas e em geral enxuta de carnes que me chamou a atenção pelo modo como espetou a peidola ao baixar-se para dar um beijinho à falecida, sem dobrar as pernas. Intrigado, perguntei à mulher barbada ao meu lado quem era aquela formidável criatura. Assim que me disse que era contorcionista fiquei de rosto mais branco que a morta - o sangue foi chamado a serviço noutras paragens. Mais tarde, por sua vez, a contorcionista disse-me que a mulher barbada afinal era a mãe da trapezista, e que de facto trabalhava no circo mas apenas na parte da contabilidade. Enfim…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que o enquadramento fúnebre não se dá muito ao romance mas gajo que perde a oportunidade de foder uma trapezista e uma contorcionista na mesma semana é porque é palhaço. Sem pudores, aproximei-me do caixão e meti dois dedos de conversa com a chorosa rapariga. Antes do enterro já estava no carro a meter-lhe dois dedos na pachacha. Fomos para casa dela nesse mesmo dia e foi aí que me senti um verdadeiro escultor. Dei-lhe voltas no fodilhanço que mais davam a impressão que estava a embrulhar a piça para oferecer a alguém no Natal. Até a moral dela se contorcia, visto que era casada. E tinha um sentido de humor curioso, a puta. A dada altura pregou-me um cagaço monumental. Estava eu descansadinho da vida a aviá-la à canzana quando de repente senti um toque no ombro. Estava alguém atrás de mim a chamar-me. Quase em vias de me borrar todo com o susto olhei para trás à espera de ver o marido furioso. Quem mais poderia ser, certo? Pois é, afinal era ela. Virei-me para a frente outra vez e verifiquei que o cu dela continuava lá. “Foda-se, mas que merda é esta?”, cogitei. Cedo desisti de tentar perceber. Estava claro que a puta me estava a desafiar. "Ah, filha de um cão bexigoso", pensei para comigo, "anda cá que já te conto". Estalei os dedos, dobrei o pescoço para um lado e para o outro e deitei mãos à obra. Deixei-me de neoclassicismos e passei à escultura abstracta, sem nunca parar de lhe escachar a pôncia. Cheguei a criar algumas coisas inspiradas, modéstia aparte. Em todo o caso, não consegui infligir-lhe mais do que uma ligeira luxação. O desengonço permanente revelou-se impossível, não obstante os meus melhores esforços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, chegará isto para considerar a foda uma arte? Julgo que não. Para já porque nem toda a gente tem a sorte de andar a foder cona do Chapitô. E depois porque uma escultura é um objecto respeitável, intemporal, venerando. Dificilmente poderemos atribuir semelhantes adjectivos a toda a puta que ande para aí a foder que nem uma loba só porque aprendeu a fazer a ponte em Educação Física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será então a foda como a música? É um facto que há musicalidade no rimombar dos tomates em harmonia com o do tetalhal. Quiçá como o teatro? Não raras vezes me vi forçado a recorrer a técnicas avançadas de representação para convencer a gaja de que só doía a entrar. Ou será análoga aos matraquilhos? Há sem dúvida por aí muita gaja capaz de bater píveas alternadamente a vários barrotes perfilados diante de si com a mesma perícia com que um artista dos matrecos passa do guarda-redes e defesas para o meio campo e avançados. Em que ficamos, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerados todos os factores, verifica-se que fica sempre algo por dizer se buscarmos uma definição artística para a queca. Foder não pode ser de modo algum arte em sentido estrito, ainda que possua inegáveis elementos estéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso, será ciência? Também não. Se o fosse, os grandes génios das várias disciplinas científicas ao longo da História teriam de igual modo sido génios da foda, e verifica-se que o oposto é que é verdade. A teoria da relatividade, por exemplo, não obstante ser sem dúvida uma das grandes conquistas do intelecto humano, só tem aplicação à foda se considerarmos que a cona era coisa relativa à qual a gaita do Einstein pouco ou nada tinha a ver. Não há nenhum E=mc2 da berlaitada, cada cona é um caso e não há lei universal que se aplique a todas. No entanto, também não é coisa que seja completamente distinta da ciência. Não esqueçamos que o progresso fodangal, assim como o científico, tem na sua base o mesmo método: o da experimentação empírica. Não é possível fazer a dedução transcendental das categorias &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt; da foda a partir da punheta pura. Há que foder, mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, em que ficamos? Como tudo o que na vida interessa, a meio. A foda é ciência na teoria e arte na prática, não apenas uma ou outra. Eis então, em poucas palavras, o primeiro fio de luz que brotou do Priaprisma: o sábio fodosófico tem um olho clínico e outro de esteta; estuda e observa enquanto penetra. Daí a designação atribuída ao sábio que adquiriu a perfeita omnisciência do pito aberto: obstetra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doravante será este o nosso fio condutor. O Priaprisma veiculará a sabedoria fodosófica teórica. A prática, essa, artística e experimental, caberá ao leitor desenvolver. Dito isto, está agora em condições de passar à fase seguinte na via da verdadeira obstetrícia. Assim será, na próxima edição d' O Priaprisma Fodosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim da lição. Hora do recreio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-6973730592958386095?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/6973730592958386095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/priaprisma-fodosofico-1.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/6973730592958386095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/6973730592958386095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/priaprisma-fodosofico-1.html' title='Priaprisma Fodosófico: 1'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S4x4_UU6wbI/AAAAAAAAANI/dY_Ec8xZesQ/s72-c/priaprisma1.png' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-5004220466521091742</id><published>2010-02-12T20:48:00.074Z</published><updated>2010-02-25T16:58:52.916Z</updated><title type='text'>Sabedoria Fondangal para o Carnaval</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S3XileidE9I/AAAAAAAAAK4/eiWRKiVtlFs/s1600-h/master+foda.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437501258600354770" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 254px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S3XileidE9I/AAAAAAAAAK4/eiWRKiVtlFs/s320/master+foda.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É verdade, tinha uma coisa para deixar aqui ao leitor antes do Carnaval. Se não me tivesse lembrado também ninguém me dizia nada, caralho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois bem, como a própria etimologia do termo indica, vamos entrar em época de chavascal de carne. Uma vez que não tenho a mínima intenção de permanecer em Lisboa rodeado de betinhas perfeitamente convencidas de que o pito que Deus lhes deu é uma espécie de penedo fendido sagrado numa versão invertida da lenda arturiana, e que somente o rapaz virgem de coração puro poderá um dia lá espetar Excaralhibur, agarrarei amanhã de manhã na trouxa de pele e partirei para terras do Além-Tejo, onde habita boa puta agrícola que bem saber quão difícil é prever tempo de seca e que por isso nunca diz que não a uma boa rega de leitaça por aspersão, tão necessária à medragem dos seus frondosos pintelhais. Ainda mais em época carnavalesca. Olha quem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O urbano leitor, por outro lado, poderá não ter a mesma sorte, ficando como sempre agarrado ao nabo na sala a bater sarapitolas enquanto escrutina cus a abanar no Rio de Janeiro pela televisão. Mas nunca se sabe, nesta altura o metabolismo de tudo quanto é puta anda acelerado e transforma vodka-laranja em orvalho de pipi em menos tempo do que leva a dizer "escancara-me já essa merda toda". Além disso anda tudo mascarado. Esta é a época do ano em que até as velhas perdem a vergonha e abrem o leilão ao licitador forreta interessado em rata de colecção. Não é infâmia nenhuma foder pachacha desta craveira se a máscara ocultar o rosto do bicho, note-se. O que importa é não olhar para baixo pois acontece por vezes a genitália idosa e/ou com pouca habituação à pichotada engelhar e ficar com um tão pútrido aspecto que o fodilhão incauto que o faça, horrorizado pela súbita visão da sua vergasta entalada num pedaço de carne esbodegado, pode ter ganas de arrancar a caraça à putéfia para lhe tapar as peles da vulva e ver-se assim inadvertidamente confrontado com a realidade de que estivera aquele tempo todo a foder o Nosferatu. A partir daí, o mais certo é ir parar à cadeia por esgatanhar as trombas todas à octogenária na vã esperança de que fosse apenas uma gaja assim-assim que por brincadeira parva tivesse posto mais uma máscara por baixo da que saiu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizia eu, seria indesculpável falta de priapismo da minha parte ir-me embora assim sem mais nem quê deixando o amanteigado leitor sem ideias para o fim-de-semana. Sim, porque isto não é só arranjar pito, baixar a cueca, sacar do marro e arrebanha que é carneiro. Imaginemos que por algum milagre dos deuses do vinho barato o leitor arranjava gaja disposta a arreganhar a tranca para uma boa foda de Carnaval. Já estou a ver o que aconteceria. Borrado de medo ante a perspectiva da gaja mudar de ideias, assim que a oportunidade surgisse era baixar logo as calças até aos joelhos e toca a aviar berlaitada na beldroega à camionista, esporrando-se todo antes ainda dos colhões lhe terem ricocheteado das nalgas pela primeira vez. Ora, isso é que não pode ser. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixo-vos aqui, então, 30 ideias (designação e método) que poderão experimentar se vos cair ao colo semelhante puta. É garantido que a aplicação de qualquer delas será um sucesso. Já experimentei todas, sei:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Nazi&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Ejecte uma esporradela entre o lábio superior e o nariz da gaja e cole lá uns pintelhos para fazer um bigodinho à Hitler.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Dom Duarte Pio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: O mesmo que a anterior, com mais alguns pintelhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Manuela Ferreira Leite&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Foda uma gaja chamada Manuela Ferreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Homem-Aranha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: No momento final do broche, envie a langonha para o pulso em vez do interior da boca escancarada da gaja. Depois, afaste-se cerca de 5 metros e, esticando o braço repentinamente com os dois dedinhos do meio na palma da mão, projecte a leitaça pelos ares procurando acertar no cabelo da puta, qual teia do Homem-Aranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Don Vito Colheone&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Quando tiver já a glande bem entalada entre as amígdalas da puta, enfie os dois colhões nas bochechas dela. Verá que a semelhança com o Padrinho será realmente uma coisa que enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;b&gt;&lt;i&gt;O&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cachorro Quente Especial&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Cague no meio das tetas da gaja. Subsequentemente, bata uma punheta de mamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Telemarketing&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Foda a cona a gosto. Perto do orgasmo, ligue para o telemóvel da puta. Quando ela atender, pergunte se ela já ouviu falar das novas promoções de esporra e ofereça-lhe uma amostra grátis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Bloguista&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Poste o caralho na cona e no fim, comente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Alentejano&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Vista uma samarra e dê-lhe com a linda rama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;10. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Catapulta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Deite a gaja de costas e dobre-a de modo a que ela fique com os joelhos ao lado das orelhas. Depois, sente-se nas pernas dela, mostrando-lhe o cu, e dê-lhe uma foda invertida. Empurre a gaita para baixo com a mão se necessário. Após esporrar dentro da cona, anuncie que é seropositivo. Ela esticará as pernas de imediato, o que causará que o fodilhão seja catapultado porta fora sem precisar de perder tempo com os incómodos beijinhos pós-coitais (&lt;em&gt;importante&lt;/em&gt;: deixar sempre a porta aberta antes de executar, e nunca fazê-lo virado para a janela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Falso Profeta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Aplicar quando a mulher se recusa a levar no cu. Cague para dentro de um preservativo e molde-o em forma de picha, sem atar o buraco. Depois, enfie-o na cona da puta, tomando atenção para deixar a ponta do preservativo do lado de fora. Depois, puxe a ponta do preservativo com força. Se ela não tiver a cona lassa, o preservativo sairá e o cagalhão ficará lá dentro. Proceda então a foder a cona cheia de merda, como se de cu se tratasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Católico&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Broche de uma católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Ateu&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Broche de uma católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Hóstia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: No momento do orgasmo após execução de 12. ou 13., diga “o corpo de Cristo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Luís de Matos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Quando estiver perto de se vir enquanto escacha uma gaja à canzana, retire-lhe o vergalho do bordalo e cuspa nas costas dela um bom decilitro de saliva cuidadosamente acumulado na boca no decurso da foda, simulando o orgasmo. Quando ela se virar, esporre-lhe na cara, não revelando o truque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Dragão Enraivecido&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Durante o broche, quando se estiver quase a vir, puxe a cabeça da gaja pelos cabelos com força em direcção aos colhões. Ela vai engasgar-se e a esporra sair-lhe-á em jacto pelo nariz, como fogo das narinas de um dragão enraivecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Estigma&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Depois de deixar a gaja inconsciente com umas pancadas violentas na cabeça, fure-lhe a palma da mão com um picador e foda o buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Crocodilo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Durante a foda, agarre os braços da gaja à bruta e morda-lhe o pescoço com força, rebolando violentamente como um crocodilo com a sua presa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Objectivo Lua&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Só funciona após cerca de 16 horas de foda ininterrupta. Quando o caralhão ficar em chaga de tanto se esfregar em rata assada, coloque quadradinhos de papel higiénico nas zonas feridas. O barrote ficará então igual ao famoso foguetão do Tin-Tin no livro “Objectivo Lua”. Proceda a pôr a puta na posição do Milu e avie bomboca até cheirar a alho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Chouriço de Sangue&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Bom broche depois de foda com o período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pezinho de Cuentrada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Enfie um pé no cu da gaja. A vantagem desta técnica é que não requer motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Cuna&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Com a gaja de pé e de costas, arrepanhe-lhe a pele da cona em direcção ao umbigo. Isto fará com que a pele do seu cu se estique, dando-lhe a forma da cona, tornando-se então uma cuna. Esfodangue a eito sem medo ou confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Telhado de Vidro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Antes da foda, esconda uma superfície de vidro transparente quadrangular (tamanho A4 chega bem) debaixo da almofada. Perto do fim, deitado de costas, peça à gaja que vá lá abaixo bater uma punhetinha de cortesia para que termine vindo-se nas ventas dela. Depois do esguicho, esborrache-lhe as trombas com o pedaço de vidro usando uma mão enquanto a outra tira uma fotografia com o telemóvel. Constatará que as feições distorcidas da fêmea apanhada de surpresa com pequenos ribeiros de meita nas bochechas darão um efeito sublime. Por último, envie a imagem por MMS à mãe dela para que veja a bela merda de filha que criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Encruzilhada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Cague no pito da gaja, mije-lhe no cu e depois foda-a às escuras. Verá que o seu Zé Caralho desejaria ter um GPS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Mal-Comportada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Foda a gaja por trás puxando-lhe as orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Picha-Tripla&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Com a puta de gatas, sente-se debaixo da cabeça dela na perpendicular com o seu corpo. Depois enfie-lhe um dedo da mão direita no cu e outro na cona, e um dedo da mão esquerda em cada narina, enquanto ela lhe saca um broche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bokia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Se a gaja estiver ausente, ligue-lhe e bata uma enquanto ela chupa o telemóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Insatisfeito&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Foda a gaja à canzana enquanto assiste a pornografia online com o computador portátil em cima das costas dela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;29. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Leite Ucal&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Depois de se vir no cu dela, enfie uma palhinha lá dentro e assopre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Sogro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Ligue para o pai da gaja. Quando ele atender, ponha o telemóvel em alta-voz e enfie-o na cona dela. Depois, enquanto lhe fode o cu à filha, explique em detalhe exactamente o que se está a passar (em voz suficientemente alta para que o cota ouça). Desfrute da vibração interior causada pelos gritos paternais de fúria e desapontamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a sabedoria vos seja útil, meus caros. Até para a semana.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-5004220466521091742?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/5004220466521091742/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/sabedoria-fondangal-para-o-carnaval.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/5004220466521091742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/5004220466521091742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/sabedoria-fondangal-para-o-carnaval.html' title='Sabedoria Fondangal para o Carnaval'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S3XileidE9I/AAAAAAAAAK4/eiWRKiVtlFs/s72-c/master+foda.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-7704979289482695442</id><published>2010-02-11T17:08:00.064Z</published><updated>2010-02-18T01:02:34.596Z</updated><title type='text'>Importante Anúncio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S3RWoZ3QfcI/AAAAAAAAAKw/_XMYSuWu8Xo/s1600-h/priaprisma.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437065902280441282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S3RWoZ3QfcI/AAAAAAAAAKw/_XMYSuWu8Xo/s320/priaprisma.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje enquanto cagava tive uma experiência mística. De nalguedo acoplado à goela da sanita na pose do culturista que exibe o peitoral, murmurando promessas vãs ao Altíssimo entrecortadas por “ais que se me rebenta a ilharga”, conjurei a melhor diplomacia de diafragma que me era autorizada pelos limites do aneurisma na tentativa de persuadir a sair o pusilânime cagalhão que ora ameaçava o mergulho, pondo de fora a cabeçorra e espreitando desconfiado para a piscina de lágrimas, sangue e mijo logo abaixo, ora arrepiava caminho, temeroso, nadando em contra-corrente de regresso à companhia da família no quentinho da tripa, sem dúvida por resultar de um almoço de salmão na grelha. Foi já após ter logrado disparar o torpedo de esterco – o que fiz apenas a poder do fluxo ejector produzido na antecâmara do recto por um peido que em decibéis encontraria par apenas no estouro de um petardo num poço de elevador –, que ouvi então, para lá do zumbido nos ouvidos e da desafinada orquestra de alarmes de carro na rua, o doce murmúrio das musas da foda a incumbir-me uma missão. “Príapo”, disseram-me as pequenas entidades em tom fanhoso, adejando em redor da minha glande de mamas descobertas e nariz tapado, semelhantes a traças boazonas circundando um holofote de 500W, “transmitirás ao teu leitor a imortal sabedoria fodosófica que hás granjeado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tentei aproximar a mão devagarinho para não assustá-las mas desapareceram antes que pudesse sequer começar a punheta. Percorri a brumosa atmosfera com o olhar para confirmar. Não havia sinal delas. Apenas armários, um espelho, alguns frascos, uma sanita e, a boiar lá dentro, o que aparentava ser um rebite de porta-aviões. Ao contrário deste último no seu trajecto descendente pelo vale da louça, as musas haviam desaparecido sem deixar rasto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrigado, gastei um rolo e meio de papel a limpar o unto da bilha, juntei tudo em espiral à volta da poia, tirei uma fotografia com o telemóvel para a colecção e saí da casa-de-banho sem puxar o autoclismo, não só porque aquilo era escultura para valer dinheiro mas também porque depois da experiência que acabara de viver não queria correr o risco de ofender as Tágides endereçando-lhes tão ímpia encomenda. “Terei alucinado?”, pensei. Teria eu sido vítima de intoxicação alimentar pós-digestiva? Ou teria realmente recebido a auspiciosa visita das miríficas criaturas, detentoras das maiores mamas mais pequenas que já vi? Despedi-me da minha avó e saí do lar, imerso em elucubrações metafísicas e mitológicas ao longo de todo o caminho de regresso a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cabo de longos minutos de séria excogitação enquanto esgarçava a maçaroca a ver A Lista de Schindler (por algum motivo filmes sobre o Holocausto dão-me tesão, provavelmente por ter sido uma altura em que muita gente se fodeu), convenci-me da legitimidade da visão que tive. Em primeiro lugar porque a ter sido produto de fabulação alucinogénica, o meu subconsciente não me teria feito a desfeita de suspendê-la sem que antes tivesse explodido com uma musa ou duas pelo menos, vindo-me nas suas coninhas de periquito. E em segundo, porque se a cada episódio de WC em que cagasse rico em consistência e odor fosse visitado por criaturas mágicas do reino da fantasia já teria uma colecção de doutoramentos &lt;em&gt;honoris causa&lt;/em&gt; em Mitologia Clássica e o meu próprio programa religioso extorque-velhas na rádio Miramar. Que ninguém duvide, portanto, do meu estatuto de ditoso entre o comprovadamente existente mundo das fábulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ousando eu falhar na missão divina que me cumpre doravante desempenhar, anuncio ao leitor sem mais delongas a criação de uma nova rubrica n’O Filósofo Priapista, que designarei de &lt;strong&gt;Priaprisma Fodosófico&lt;/strong&gt;. Atenção: não confundir com os prismas apanascados de que se fala em Óptica e cristalogia, que refractem a luz, decompondo-a nas bonitas cores que formam arco-íris. O Priaprisma funciona exactamente ao contrário, como se quer perante tal mariquice arromba-nalgas. Como o aspirador leitor saberá melhor do que eu, o elenco de cores do arco-íris que entra no Priaprisma pela direita na imagem acima é a mesma trupe que compõe a bandeira do orgulho gay. Por esse motivo, o calícromo jacto de luz simbolizará aqui a incipiente sabedoria da foda (se tal se lhe puder chamar) amealhada a custo na vida parca de experiência do desditoso leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há que preocupar nem ter vergonha por tão deprimente ignorância da sua parte na filosofia das &lt;em&gt;ars amandi&lt;/em&gt;, acalme-se quem estiver desse lado. Lá porque a sua aprendizagem dos mistérios da foda heterossexual terminou com o último episódio do Era Uma Vez a Vida não quer dizer que esteja por isso impreparado para o nível de licenciatura em que agora ingressa. Não obstante, tenho a avisar que a matéria a leccionar será inteiramente nova. Assim, como eu dizia, a paneleirice do leitor entrará como um amaricado arco-íris no Priaprisma Fodosófico e sairá do outro lado sob a forma de um jacto de luz unificado, branco, puro e viril, qual impetuosa meitadela nos óculos de uma colegial borbulhosa. Verificará o leitor que a cada pérola de sabedoria fodosófica por si angariada corresponderá um passo em frente na via que conduz à omnisciência da essência do amor. Porque na linguagem do amor, a foder é que a gente se entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro número desta rubrica sairá em breve. Até lá, boas punhetas. Cuidadinho é com a tendinite que isso depois é um problema.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-7704979289482695442?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/7704979289482695442/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/importante-anuncio.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/7704979289482695442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/7704979289482695442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/importante-anuncio.html' title='Importante Anúncio'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S3RWoZ3QfcI/AAAAAAAAAKw/_XMYSuWu8Xo/s72-c/priaprisma.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-2104403245875570731</id><published>2010-02-09T13:38:00.092Z</published><updated>2010-04-01T15:45:15.109+01:00</updated><title type='text'>Avatar subliminar: por dentro da cona azul</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S3FlvFNcAeI/AAAAAAAAAKA/FgAPWDDLd0E/s1600-h/smurfocalypse_thumb.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436238084739695074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S3FlvFNcAeI/AAAAAAAAAKA/FgAPWDDLd0E/s320/smurfocalypse_thumb.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após uma ausência de cerca de três semaninhas, inteiramente justificada por motivos que saem por completo do âmbito daquelas coisas com as quais o abocanhante leitor tem alguma coisa ver, eis-me regressado à escrita priapista, para inveja da maralha masculina mediana, humedecimento pitalhal da mulherada avulsa e confusão inextricável da paneleirada com tesão no cu que não consegue decidir se quer que eu a foda ou se preferirá imaginar-se na minha pele, fazer inversão de marcha à piça e enrabar-se a si próprio. No que respeita à última hipótese não só não me oponho como recomendo. Um paneleiro de cama com uma hérnia no galho e o hemorroidal todo de fora é uma preocupação a menos que tenho no metro em hora de ponta, quando rodeado de centenas de potenciais amantes de cu peludo com precisão cirúrgica no acto de acertar no castanho do passageiro desprevenido, dotados que estão de piça com sensor busca-cocó e sempre a postos para aviar uma injecção de supositório anónima de tal modo profissional que um gajo só se dá conta de que foi encavado quando sente o suspeito corrimento de leite Ucal morno a ensopar a cueca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a serem fodidos por mim, tenho só a dizer que apesar de ser um facto que a concavidade ergonómica das minhas virilhas já acolheu mais nalgas que um penico unissexo numa creche de pobres, também é um facto que, assim como o referido penico, nunca as minhas virilhas serviram de assento a um cu com pelos. Um vasto acervo de vídeos amadores disponível na Internet para gáudio do punheteiro leitor dá testemunho indubitável desse facto, e mesmo naqueles de imagem pouco nítida da altura em que o meu telemóvel era uma merda é possível comprovar que assim é pelo som da nalga a bater, semelhante ao do ovo a ser mexido na tigela e nunca ao do tapete a ser sacudido à janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, dizia eu, estou de volta, de portátil firmemente ancorado ao colinho como sempre (de modo a que não seja catapultado pelo meu zé-sempre-em-pé, espatifando-me assim a máquina de fazer minetes) por duas listas telefónicas e um buda de louça da loja do Gato Preto com umas orelhas que parecem os meus colhões quando estou com febre. E como cada segundo que passo a escrever é um segundo que não passo a esfoliar o besugo diante da russa javardoska que esta semana me brinda o ambiente de trabalho com duas mamas mais falsas que a minha pena pelo Haiti – de mamilos infelizmente tapados por duas pastas (e não me refiro a pastas do Windows) –, vou já directo ao assunto que hoje me traz por cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem, tal como toda a gente, fui ver o Avatar ao cinema. De início ainda fiquei na dúvida se devia ir ou não, pareceu-me mariquice pendurar aqueles óculos nas trombas. Depois é que me ocorreu que fazem lembrar os que o &lt;a href="http://gay.blogs.sapo.pt/113449.html"&gt;José Cid &lt;/a&gt;usa e, nessa medida, sendo este último inimigo declarado de tudo o que é artífice da panela, lá fui assistir de consciência tranquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei por não desgostar. Quando a puta azul apareceu aos saltos de cu ao léu a falar estrangeiro senti as veias laterais do mastro a latejar de gozo como não acontecia desde que vi o Música no Coração (pelo menos até me ter apercebido de que os nazis afinal não iam distribuir uma merecida arroba de caralho pelos orifícios de toda a família von Trapp aos dois de cada vez). E como em tempo de crise nada se estraga aproveitei até para esmoer as pipocas batendo uma valente sarapitola, imaginando-me a pintar de branco a testa azul da gaja gigante, chamar-lhe Meytiri só para enxovalhar e a limpar o pingo do tarolo às sementinhas sagradas flutuantes. Foi só depois de já ter enviado o esguicho para a carapinha do preto sentado no banco da frente que a mensagem a ser transmitida subliminarmente no filme me surgiu diante dos olhos com toda a clareza do dia. Com o susto da gravíssima constatação, o latejar das veias cessou de imediato e a rigidez do bastil desceu do nível do diamantino ao do meramente pedregoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo certo que o idiota leitor não terá tido presença de espírito para gozar de semelhante epifania – ocupado que estava a chorar que nem um menino casapiano que ouve o som dos passos no corredor a aproximar-se a meio da noite, dado estar tomado de uma enorme tristeza ante a invasão de Pandora na qual os humanos, movidos apenas pela ganância, danificaram ligeiramente a flora local sem piedade –, farei então o favor de denunciar a berlaitada mental a que estão sujeitos todos o que foram ao cinema ver este filme, e que à primeira vista não tem qualquer tipo de efeito nefasto nas cabeças dos desavisados espectadores (excepção feita ao preto que ficou com gosma no cabelo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a malta “verde” de Hollywood não é tão idiota como pensei. O documentário do Al Gore sobre a fragilidade do planeta deu que falar mas já foi votado ao esquecimento eterno. O próprio di Caprio fez um do género também, esforçando-se por reunir as opiniões dos mais reputados astrólogos e videntes índios num DVD de hora e meia de pura ficção científica cujo único aspecto verde que chamou a atenção do público foi o preço, no caso daqueles que se perderam na Fnac e foram dar à umbrosa secção dos filmes de merda que nunca passaram pelo piso dos cinemas. Toda a gente cagou para ele também, assim como para toda a conversa sobre a necessidade de se evitar que o planeta se torne ligeiramente mais quente pois tal situação, a verificar-se, implicaria um declínio drástico na qualidade de vida não só dos ursos polares como também das salamandras asiáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, as coisas mudaram. Os produtores e realizadores de hoje aprenderam com os erros passados dos de ontem. Perceberam que ninguém gosta nem liga a lições de moral. Então, numa jogada do mais insidioso que pode haver, fizeram o Avatar. A mensagem mudou por completo. Já não é “salvem o planeta se não quiserem morrer”. Agora é “salvem o planeta se quiserem foder”. E desculpem lá, meus amigos, mas com foda não se brinca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dúvidas? Considere-se o personagem principal. Vive na Terra do futuro, que mais não é do que uma insubtil metáfora da vida urbana na sociedade contemporânea, onde tudo é artificial. E que é ele nesse mundo? Um deprimente paraplégico com piça só para enfeitar e colhões de saco roto. Perante o seu drama, o espectador caixa-de-óculos a sorrir feito parvo no cinema de mão dada com o namorado regozija-se com as admiráveis coragem e perseverança do aleijadinho. Imerso na sua paneleira felicidade nem se dá conta de que, de acordo com a metáfora do filme, o aleijadinho é ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, eis que o protagonista se torna tão amigo das plantas e animais que fica azul (verde dava demasiado nas vistas). Assim que o faz, é certinho: orienta-se logo com cona nativa. Já não é o aleijadinho humano de outrora. Apesar de ter perdido os privilégios de estacionamento agora a vida corre que é uma maravilha, sempre repleta de emoção e aventura num novo mundo onde tudo é tão puro e natural que até enjoa. Um belo dia, tanso que nunca deixa de ser, lembra-se de contar à namorada aborígene o real motivo da sua visita: é um espião do mundo da tecnologia que foi lá não só para a foder a ela mas também toda a sua família e pegar-lhe fogo à casa. Inevitavelmente, levou a proverbial tampa. A cona, coisa pura e natural, não quer ter nada a ver com tecnologia - ou pelo menos tecnologia que não vibre. Agora pergunto ao leitor que assistiu a esta comovente cena choramingando e assoando-se ao lencinho com as iniciais bordadas em ponto-cruz pela sua mãe: que lição deve retirar disto enquanto vê o seu filminho a três dimensões com som Dolby Digital em ecrã panorâmico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se isso não bastasse, para humilhar um gajo ainda mais, fizeram a gaja gigante! Ou seja, mesmo admitindo que estivesse disposta a arreganhar a pachacha para levar uma foda de marsapo humano, qualquer tentativa de dar uma queca naquilo (ainda que o dito tarolo gozasse de proporções priapísticas) seria comparável à de tentar foder o buraco de uma máquina de lavar roupa. Aí sim, é que era de choramingar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conversamente, as gajas que vêem o filme estão inconscientemente a receber a mesma mensagem (invertida) e, sem se aperceberem disso, saem do cinema convencidas da lógica de que se um gajo recicla é porque tem uma piça descomunal. A partir desse momento, é vê-las de perna aberta, simulando um Esporrão a juntar ao Vidrão e ao Papelão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, estou aqui para dizer que a mim não enganam e que não tenho medo de terrorismo conal de espécie alguma. Tal como todo o homem digno desse nome, estou-me positivamente a cagar para a natureza. E digo mais: se tivesse sido eu a mandar nas tropas invasoras do filme não me tinha ficado por aniquilar a arvorezinha sagrada. Tinha terraplanado a merda do planeta todo, feito um centro comercial e no fim era chegar aos sobreviventes da tribo azul, toma lá um chapeuzinho do McDonald’s, um avental e toca a espalmar a fauna mítica para fazer hambúrgueres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma lição a retirar do filme, sim, por trás da lição subliminar que nos impingem. A de que a mulher é de facto como a natureza: por algum motivo sentimo-nos bem lá dentro mas na maioria dos casos só serve para nos chatear os cornos por não lhe darmos mais atenção. Mas não se esqueçam, putas do caralho, há-de haver um dia em que tudo o que o mundo natural providencia terá um equivalente artificial. Isto inclui a tecnologia da cona a pilhas que está cada vez mais avançada. Um dia em que inventem um material que não arranhe o nabo no esfreganço acaba-se a natureza e acaba-se a paciência para aturar as vossas merdas de uma só vez. Até porque a gaja azul do filme é boa mas não é assim tão boa. Um broche com aqueles dentinhos não deve andar longe da sensação de se ter o castor da Dentagard a roer-nos o madeiro - e puta que não faz broches de jeito não presta, que nem só de cu e cona vive um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos animaizinhos, caguei para todos os que não estejam no Jardim Zoológico a servir de alvo para o arremesso de pedrinhas e amendoins. De qualquer modo não têm outra utilidade real que não a de fornecer inspiração para o fabrico de peluches, oferecidos de surpresa de modo a que quando a gaja que o receber fizer o inevitável “ooon ton fofinhuuuu” se aproveite o momento para se lhe enfiar o chouriço na beiça ovalizada que a elocução do enervante som exige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que não parece meu mas por tudo isto aconselho o leitor a não retirar inspiração punhetística da gaja do Avatar. Em alternativa, se realmente for apreciador de cona azul mas não lhe apetecer estrafegar uma puta do Martim Moniz para consegui-la, sugiro que volte aos livrinhos dos seus tempos de infância e esgalhe o nabo galando a Estrumpfina. Parecendo que não, também era bem aviada naquela senisga com um belo mastro entesado. E, ao contrário da puta do Avatar, sendo fofa e anã, podem crer que lhe faria doer e em não pequena medida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-2104403245875570731?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/2104403245875570731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/avatar-subliminar-por-dentro-da-cona.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/2104403245875570731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/2104403245875570731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/02/avatar-subliminar-por-dentro-da-cona.html' title='Avatar subliminar: por dentro da cona azul'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S3FlvFNcAeI/AAAAAAAAAKA/FgAPWDDLd0E/s72-c/smurfocalypse_thumb.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-1436245020414978991</id><published>2010-01-18T22:45:00.082Z</published><updated>2010-07-23T14:59:41.983+01:00</updated><title type='text'>Haiti e a Profecia Priapista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S1XgQYTwTMI/AAAAAAAAAJ4/ynn9XJviOQY/s1600-h/BRAZ-P.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428491497872837826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 378px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S1XgQYTwTMI/AAAAAAAAAJ4/ynn9XJviOQY/s400/BRAZ-P.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aviso já quem estiver desse lado que hoje estou aqui para falar de um assunto sério. É raro acontecer mas a gravidade da situação exige-o. Não me refiro a situações genéricas como a irresolúvel oscilação entre o paneleiro e o pedófilo quando uma repetente do nono ano com tetas de matrona e mamilos de omeleta pergunta ao macho digno desse nome se pode servir-se da sua gaita como sucedâneo durante o difícil período de desmame entre a idade da chupeta e a idade de votar. Tão-pouco falo de casos como o do jovem enamorado incauto que rebentou as poupanças todas num exótico jantar oriental - na esperança do suborno lhe valer uma noite a rasgar à tarolada o embrulho da membrana pós-vulvar da virgem alarve que no fim do enfardanço ainda pediu a sobremesa mais cara do restaurante -, apenas para descobrir, já todo nu dentro do carro, que o hímen da gorda (o nobre mas frágil samurai que guarda o canal uterino), incapaz de aceitar a desonra da iminente derrota sob o ímpeto esfodaçante do general Picha, seus dois couraçados de pele e exército de pintelhos, decidiu cometer hara-kiri mesmo para cima dos estofos recém-aspirados de acordo com a tradição ancestral e mens(tru)al que já vem dos tempos da primeira cona em bico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Refiro-me muito em específico à recente piadinha divina de mau gosto de um qualquer deus menor que decidiu assustar os amigos abanando o Haiti, do mesmo modo que o comum mortal abana a mesa com os joelhos durante um jantar familiar dando a entender aos comensais que está a haver um terramoto, causando assim um AVC à minha tia Rosa. Repare-se que não pretendo pôr-me aqui a pontificar sobre a necessidade de se prestar auxílio rápido a quem neste momento algures em terras haitianas habita a cave de um edifício que antes do terramoto não a tinha, ou sequer repisar a lengalenga do terrível sofrimento vivido pelas mães que de súbito viram o seu número de filhos descer para os dois dígitos. Não. Estou aqui na qualidade de profeta. Venho avisar o punheteiro leitor que o pior está para vir e que vai calhar a todos. Quer os argumentistas hollywoodescos tenham razão e o mundo vá acabar em 2012 como previram os Maias, quer seja eu quem tem razão e esses mesmos argumentistas tenham percebido mal a mensagem quando foram contactados pelos seus “eus” futuros, sobreviventes da grande catástrofe global de 2010, que viajaram do ano de 2012 até aos nossos dias para lhes darem a informação de que o mundo vai acabar já em Maio, o que é certo é que o fim está próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O típico profeta de colhões rotos, obviamente, diria que vamos todos morrer num terramoto mundial que vai foder esta merda toda. Contudo, possuindo eu um saco escrotal hermeticamente fechado, com rugas mas sem fugas, pretendo deixar-vos hoje uma profecia muito mais rebuscada mas também muito mais plausível, que daqui a um século e picos sem dúvida fará merecer a inauguração da Escola Secundária C+S Príapo, recheada de pitas mamalhudas com pêlo de pêssego na regueifa repetente, e na transformação do Priapismo em doutrina religiosa, tendo essas mesmas pitas de comungar aos Domingos de manhã na miça (i.e. missa da piça), dissolvendo a hóstia em forma de caralho na língua em memória de mim, cerimónia antes da qual o padre beberá o leitinho milagrosamente transubstanciado na minha esporra divina, simbolizando a paneleirice que é andar vestido assim em público. A que profecia me refiro? Para sabê-lo, o leitor com a escolaridade mínima terá de saber a resposta à seguinte questão: que apocalíptico acontecimento futuro é prenunciado por a) uma catástrofe no Haiti; b) um mini-terramoto a 180km da costa portuguesa; e c) um modelo matemático construído por dois ou três estudantes universitários de matemática do Canadá, fartos até à virgindade de construírem modelos matemáticos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adivinhando já que, tal como as estrofes da proposição d’Os Lusíadas e conas que não sejam coagidas pela força a escancararem-se, a questão será absolutamente impenetrável para o leitor, farei algo a que estará sem dúvida habituado desde o início da sua curta carreira académica: dar-lhe-ei explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que um terramoto à escala global estará associado ao apocalipse que se avizinha. Qualquer profeta que se preze tem sempre de incluir uma catástrofe natural na profecia que apresenta, e eu não serei excepção. O que eu nego é que seja essa a componente apocalíptica do apocalipse. Comecemos por analisar a): a actual situação no Haiti. É terrível, uma tragédia, sim, todos o sabemos, mas também é um facto que a taxa de fertilidade do Haiti é a maior de todo o hemisfério Ocidental. Ou seja, é mau mas a longo prazo não é grave. Se um casal de idosos ficou soterrado nos escombros do arranha-céus haitiano de quatro andares em que habitava e ainda não foi encontrado, podem acreditar que quando forem resgatados serão já pais de cinco filhos com dois netos a caminho. O Haiti é uma das maiores potências mundiais da foda desprotegida, não há como negá-lo. O que é importante, digo-vos, não é a quantidade de mortos. A ajuda humanitária pode tardar mas o trabalho de reposição de stock demográfico já vai neste momento bem adiantado. Desconfio até que terá sido esse mesmo trabalho incessante que causou o terramoto. O que me arrepia a pintelheira toda até parecer uma gata assanhada com um caralho na testa é o que vai acontecer agora aos que estão mortos. Isto porque o Haiti, além de ser conhecido por ser terra onde pachacha e mangalho raramente andam separados, é-o também por ser o único local do mundo onde ainda se produzem zombies de pleno direito. Literalmente de pleno direito - descobri recentemente que o artigo 249 do Código Penal Haitiano criminaliza de modo bastante claro todo o acto zombificante como se fosse homicídio. Confesso que não deixei de achar isto por demais interessante. Não fazia ideia de que havia leis no Haiti, sempre pensei que a pretalhada resolvesse tudo à base da chapada. Lá está, se alguém algures aprendeu alguma coisa no meio desta desgraça toda é porque a catástrofe não foi total. Priapismo também é optimismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora a gravidade da zombificação tem sido pouco mais do que moral. Era um zombie aqui e outro ali, nada de especialmente perigoso. Mas e agora que há dezenas de milhares de cadáveres fresquinhos prontos a erguerem-se da vala comum? “Ah, Príapo”, alvitra o brochista leitor, “vai mas é para o caralho mais as tuas teorias de merda, que zombies a sério não existem”. Em primeiro lugar, quem vai para o caralho és tu mais a puta da tua avó que se ainda não estiver enterrada há-de estar mais morta que viva e logo aí o teu raciocínio é enrabado com dois marsapos africanos. Segundo, a revolta dos mortos-vivos no Haiti, longe de ser pura especulação priapista, já começou. Os noticiários online dizem-no todos os dias para quem quiser ler: “&lt;a href="http://english.aljazeera.net/news/americas/2010/01/20101167102172106.html"&gt;up to 200.000 feared dead&lt;/a&gt;”. Traduzindo para o leitor que nunca teve positiva a Inglês na vida, há neste momento no Haiti "para cima de 200.000 temíveis mortos". Os cadáveres enfurecidos e entesoados de milhares de haitianos em busca de foda e massa encefálica caminham já sobre as terras caribenhas. Se o leitor com cara de cu lá estivesse neste momento correria o risco muito real de ser enrabado na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E porque é que nos havemos de preocupar com isso se eles estão lá e nós estamos cá?”, replicará o leitor, como quem pede uma sandocha de punho. Será preciso mencionar que há gente de praticamente todos os países ocidentais a ir para lá neste preciso momento (incluindo Portugal), desde jornalistas, médicos e soldados a turistas sem televisão? E se aquela merda se pega, quem é que se vai foder quando eles voltarem para casa, diz lá? Pois é, és tu, seu paneleiro. Quando tiveres um enviado especial da RTP a mascar-te o hipotálamo enquanto te entrevista os cagalhões com um microfone de piça lembra-te bem de quem te avisou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E antes que me chateie passo a referir o supramencionado ponto c). No ano passado, alguns estudantes de matemática do Canadá que nem para minete conseguiam arranjar xoxota voluntária fizeram um &lt;a href="http://www.wired.com/wiredscience/2009/08/zombies/"&gt;estudo&lt;/a&gt; que à primeira vista parece panasca mas que até nem é. O que fizeram foi colocarem a si próprios duas questões. Primeiro, “o que aconteceria se pegássemos num modelo matemático para previsão da progressão de uma doença infecciosa numa dada população de humanos, e imaginarmos que os infectados se tornavam zombies depois de morrerem?”; e segundo, “será que todo o pito cheira ao mesmo que as cuecas da minha mãe?”. A segunda questão é meramente académica, sendo óbvio que as condições necessárias para a comprovação empírica da hipótese nunca estarão reunidas. A primeira, por outro lado, ofereceu um resultado interessante: numa população de 500.000 habitantes, o número de infectados (zombies) ultrapassaria o número de não-infectados no espaço de &lt;em&gt;três dias&lt;/em&gt;. Isto, claro, se não fossem tomadas medidas zombicidas imediatas e brutalmente drásticas. E não estou a falar de pôr mija-mijas de alcoól nos elevadores para besuntarem os calos das mãozinhas, ou encherem a dobra do braço ranhoca de cada vez que espirrarem. Estou a dizer que em tempos de perigo generalizado de contágio com o vírus zombificante, se a vossa rica mãezinha se espreguiçar de maneira esquisita uma manhã é rachar-lhe logo os cornos em dois com um machado de bombeiro sem dizer "bom dia" ou "faz-me já o pequeno-almoço, puta", para não correr riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo agora o ponto b). Portugal teve sorte, fomos avisados cedo e ao de leve. Esta merda tremeu toda mas o mais grave que aconteceu foi a colecção de dildos do amigo leitor ter caído da prateleira, ficando fora de ordem. Mas tal como o viajante exausto que pára numa plantação de caralhos para descansar após uma longa caminhada, não podemos simplesmente sentar-nos e esperar que nada aconteça. Proponho, então, a criação imediata da primeira Brigada Anti-Zombie portuguesa (a BRAZ), para que quando o apocalipse dos mortos-vivos rebentar em terras lusas estejamos preparados em vez de ficarmos barricados em casa a perguntar-nos se cada punheta será a última, enquanto lá fora o mundo acaba e cá dentro o stock de pornografia fresca se vai esgotando aos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu estiver enganado e nada acontecer também não há azar. Que se foda, invadimos Espanha e usurpamos o Governo. Nem precisamos de mudar o acrónimo nem nada, muda-se só “Anti-Zombie” para “Anti-Zapatero”.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De maneira que é isto. Quem está comigo?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-1436245020414978991?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/1436245020414978991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/01/profecia-priapista.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/1436245020414978991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/1436245020414978991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/01/profecia-priapista.html' title='Haiti e a Profecia Priapista'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S1XgQYTwTMI/AAAAAAAAAJ4/ynn9XJviOQY/s72-c/BRAZ-P.png' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-7583999521070794355</id><published>2010-01-17T02:02:00.008Z</published><updated>2010-01-17T14:40:10.403Z</updated><title type='text'>Assembleia em Festa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S1MhPtSsA7I/AAAAAAAAAJA/y5zvqEDMoFk/s1600-h/assembleia2.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427718529651311538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 252px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S1MhPtSsA7I/AAAAAAAAAJA/y5zvqEDMoFk/s320/assembleia2.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Artista convidado:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dr. Pakito, mui Ilustre Advogado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia 8 de Janeiro de 2010 houve festa na Assembleia da República para toda a gente. Refiro-me, claro, à aprovação do casamento homossexual. Mas a festa não acabou nesse dia, julgo até que irá durar por muito tempo. O que é bom, pois o que faz falta a este país são mais festas. De facto, se mais pessoas andarem alegres menos andarão tristes. É uma lógica do caralho mas é lógica e por isso parem de pensar que é uma lógica da treta, porque mesmo assim será lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta o caro leitor: como pode ter havido festa para toda a gente se há pessoas que são contra o casamento gay? Antes de mais, de ora em diante vou usar a expressão casamento gay em vez de casamento homossexual. Em primeiro lugar, porque a origem desta palavra inglesa significa alegre e o que se quer num casamento é alegria, e, em segundo lugar, porque está em sintonia com o título deste post. Quem achar que isso discrimina as lésbicas, que vá levar no cu... É para ser um insulto mas se acharem que até é um elogio recebem-no de braços abertos. Ou será melhor de pernas abertas?! Mas estou a afastar-me do que vos queria transmitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como atrás referi, no dia 8 de Janeiro houve uma grande festa. Quando num local estão reunidos 230 palhaços isso só pode significar festarola das grandes, não há margem para dúvidas. Nem sei como aquilo no final não descambou em orgia... É certo que não seria bonito de ver, atendendo aos protagonistas, mas mesmo assim, seria o acontecimento do ano. Mas não estavam lá só palhaços. Podiamos ver homens e mulheres todos aperaltados com os seus melhores fatos e vestidos. É verdade. Havia mulheres com belos smokings e homens com extravagantes vestidos Dior em saltos de agulha. Um verdadeiro espectáculo! Também não faltava o champagne e de certeza que durante a noite houve ainda mais abertura de champagne para festejar o acontecimento, se é que me entendem... Mas os heterossexuais também festejaram, perguntam vocês? Então não haviam de festejar, respondo eu! Estou mesmo a imaginar o que aconteceu: grupos de homens heterossexuais deslocaram-se à Assembleia da República para, de punho erguido no ar, contestarem a aprovação do casamento gay, e no final, acabaram, de certeza, de punho em baixo a baterem umas belas punhetas depois de terem visto resmas de lésbicas aos melos! E aquelas beatas que para aquele local também se deslocaram com o mesmo propósito, depois de verem tanta luxúria no ar, concerteza se recordaram de que a “masturbação não fica só pela palma da mão”. Só espero que tenham todos e todas usado as casas de banho da Assembleia. Não nos esqueçamos também que, a existência de lésbicas e gays só é benéfica para os hetero. Senão vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – É do senso comum que os gays são sempre gajos bonitos e bem aprumados (tomemos o exemplo do Ricky Martin), pelo que, quanto mais depressa aqueles se assumirem, melhor para nós, hetero, que, veremos aumentar exponencialmente a possibilidade de esfodaçarmos aquelas gajas de beleza virginal, cuja única coisa que meteram na boca e no cu foi um termómetro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Relativamente às lésbicas, nem vale a pena gastar o meu latim para vos tentar convencer que uma bela roda de gajas a lamberem-se umas às outras, como gatas no cio, é um espectáculo a não perder. E quem sabe se, no meio do deboche, não se perde um dildo e vocês tenham a sorte de serem chamados para darem uso ao vosso?! Por muita sensibilidade que tenham as línguas das lésbicas, nenhuma diz não a um bom tarolo na cona e no cu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o caro leitor ainda acha que o casamento gay é contra-natura, lembre-se que os homens hetero são em parte gays, porque todos gostam de ir ao cu. E, se a cara leitora está chocada com a linguagem, e também acha que este modo de vida é pecado, apenas lhe digo o seguinte: deixe isso para o dia do juizo final e vá se foder ou foder enquanto pode. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-7583999521070794355?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/7583999521070794355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/01/assembleia-em-festa.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/7583999521070794355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/7583999521070794355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/01/assembleia-em-festa.html' title='Assembleia em Festa'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S1MhPtSsA7I/AAAAAAAAAJA/y5zvqEDMoFk/s72-c/assembleia2.png' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-4969047970900913021</id><published>2010-01-15T21:50:00.024Z</published><updated>2010-02-09T16:14:15.883Z</updated><title type='text'>Sugestão para o fim-de-semana</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S1DkommF8AI/AAAAAAAAAIo/7PMle_S6p3U/s1600-h/cona.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427088937187667970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 311px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S1DkommF8AI/AAAAAAAAAIo/7PMle_S6p3U/s400/cona.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje não vou esmifrar a tesão intelectual a escrever o costumeiro rol testamentário de curiosas observações priapistas sobre isto e aquilo para que leiam enquanto coçam a mochila dos colhões com um olho no blog, outro na televisão e outro no puff mais barato que encontraram no IKEA. É sexta-feira, vão todos para o caralho que a minha vida não é isto. Hoje é dia de ver pornografia &lt;em&gt;vintage&lt;/em&gt; com uma jola numa mão e uma punheta na outra, a acompanhar a banda sonora aos arrotos. Já fodi que chegue durante a semana, na véspera do Sábado gosto de pegar nas edições remasterizadas em DVD dos clássicos da foda do tempo dos Jogos sem Fronteiras e depenar o sabiá até se me acabar o papel higiénico ou o vácuo dos colhões ser tanto que tenho de descolá-los da próstata com uma tenaz de salada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sou um coração mole. A caminho de casa hoje –, enquanto os pêlos do cu absorviam as gotas geladas acabadas de me deslizar pela espinha e me regozijava com a surpresa que devem ter tido no final da rampa, sem dúvida comparável à de um esquiador olímpico que se viu no momento da aterragem numa fábrica de perucas ocupada por uma manada de búfalos com gastroenterite –, lembrei-me do amigo leitor e do tempo que passa sem que veja uma bela vagina, em muitos casos sem dúvida desde o ano anterior ao do seu primeiro aniversário. E senti-me mal. Não é justo que eu foda que nem um doente de Parkinson numa ala hospitalar de comatosos durante um terramoto e o amigo leitor tenha de se contentar em vir para aqui ler o que eu escrevo durante os períodos refractários. E mesmo assim nem sempre refractários, porque posso perfeitamente manusear o teclado e o rato com uma mão e a rata da mãe do amigo leitor com a outra, ainda que neste último caso apenas para fazer scroll down. Portanto, acalme-se quem lê, que Príapo está cá para ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou certo de que o leitor, como qualquer outro macho, apreciaria imenso durante este fim-de-semana poder tricotar um cachecol de pintelhos de cona com uma agulha de piça para agasalhar os colhões antes que se constipem e desatem para aí a espirrar. Parece-me ouvir já o pensamento que se formará de seguida na cabeça do leitor, ao lado da antecipação excitada pela estreia do terceiro filme da saga Crepúsculo (diga-se de passagem, a coisa mais paneleira que se inventou desde o empurra-bufas para homem): “mas Príapo", pensa o leitor, e não vale a pena negar, "onde poderei eu encontrar cona tão perto do fim-de-semana?”. Não há que preocupar, caro mãos-de-lixa. Na imagem acima, como já deve ter reparado, encontra-se o caminho mais curto até Cona para quem vem de Lisboa. Uma vez que em terras lusas não se safam pode ser que chegando a Espanha vos calhe alguma coisa. Quanto mais não seja não vos há-de faltar experiência de tocar castanholas, só isso merecerá sem dúvida uma xaboita espanhola bem peluda disposta a amealhar essa litrada de nhanha semi-coagulada que vos unta os colhões por dentro de tal maneira que se fôssemos fazer um bolo de esporra usando-os como forma sairia perfeitinho que era um gosto. Agora toca a vender a colecção de selos que têm usado até hoje nas vossas tentativas deprimentes de impressionar as miúdas, encher já o depósito e zarpar para Espanha, de modo a que voltem com ele vazio. Embora aí a foder! É desta que tiram esse caralho de misérias, caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é amigo, quem é?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-4969047970900913021?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/4969047970900913021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/01/sugestao-para-o-fim-de-semana.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4969047970900913021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4969047970900913021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/01/sugestao-para-o-fim-de-semana.html' title='Sugestão para o fim-de-semana'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S1DkommF8AI/AAAAAAAAAIo/7PMle_S6p3U/s72-c/cona.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-4462067420171088981</id><published>2010-01-12T20:05:00.073Z</published><updated>2010-02-27T20:17:24.593Z</updated><title type='text'>A essência do romantismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S05wnjO7ecI/AAAAAAAAAIQ/_UtmjMBd2-0/s1600-h/romance.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426398425803094466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 183px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S05wnjO7ecI/AAAAAAAAAIQ/_UtmjMBd2-0/s320/romance.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como todos devem certamente saber, no passado dia 10 o povo português voltou a observar duas das suas mais ilustres tradições: a de nutrir o bucho desinspirado com ideias regurgitadas da águia americana, e a de &lt;a href="http://improvlisboa.blogspot.com/"&gt;ir para o Metro sem calças&lt;/a&gt;. Apesar de pessoalmente, no que toca às ideias assim como às gajas, apreciar muito mais quando sou o primeiro a chegar lá, tenho de admitir que me juntei à carneirada e fui também para o subterrâneo gelar a colhoada à pinguim, de fato e sem calças, rodeado de outros tantos viajantes de boxers e cuecas, na face anterior dos quais o passageiro desinformado podia consultar de modo bastante útil representações artísticas da linha amarela (no caso dos passageiros que não tiveram tempo de esperar que a tesão matinal passasse antes de mijar), vermelha (no caso das gajas que não aprenderam ainda que o líquido azul dos anúncios da Evax é muito mais facilmente absorvido pelos pensos do que sangue pastoso com grumos coagulados) e, no secretismo da parte posterior dos mesmos, alguns troços da tão antecipada linha castanha. A diferença é que não o fiz por simples estupidez. Fi-lo por ser o único dia do ano em que não tenho de andar de piça espartilhada em calças desenhadas para o marro insignificante do comum caucasiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas calma, não é sobre isto que pretendo dissertar. Aliás, não tem mesmo nada a ver. Queria somente partilhar com o leitor a revelação que tive nesse dia no metropolitano. Enquanto esperava chegar ao meu destino, de tromba penial confortavelmente assente no joelho e distribuindo reprimendas às crianças que com ela queriam brincar, captei um lampejo recriminador no olhar monocular da minha gaita, que espreitava pelo miradouro dos boxers. “Porque me olhas assim, caralhão?”, inquiri-lhe eu telepaticamente. Não obtive resposta. Desviou apenas o olhar para o tecto e assim ficou o resto da manhã, em hirto silêncio, qual estalagmite amuado. Foi somente mais tarde, enquanto me preparava para escrever um post espectacular que ando para publicar há uns tempos, que percebi finalmente o que se passava. Ora, quem tem vindo aqui ao blog sabe que já escrevi sobre muita merda. Enfim, sobre coisas que, penso eu, de um modo ou de outro acabam por ter a ver com a vida de cada um. Mas tendo lido outra vez tudo o que escrevi até agora, fiquei preocupado. Onde está o romance no meio disto tudo? Onde está aquilo que de facto mais importa na vida do leitor que não seja uma mera máquina insensível de bater punhetas? Tenho sempre procurado espremer o rubicundo tomate da criatividade, sim, mas terá o leitor verdadeiramente retirado daí algo de interesse para a sua vida fora da Internet? Esmifrado o fruto priapista, para onde foi, em suma, o sumo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebrando o precedente da literalidade, pus-me então pela primeira vez metaforicamente na pele de uma mulher. Libertei o meu lado feminino da masmorra cerebral de onde saíra até agora apenas para se vestir com as roupagens de celebridades boazonas para fornecer material de consulta à mão que agasalha o nabo e dialogámos longamente, de igual para mulher, sobre a essência do romantismo (nos relacionamentos humanos heterossexuais, claro, que já chega de conversa sobre fufas e paneleiros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, finalmente, percebi tudo. Nesse mesmo momento o caralhão piscou-me o olho, fizemos as pazes e percebi que tinha encontrado o que procurava. Peguei então no meu lado feminino pelos cabelos, dei-lhe um tabefe na cona de baixo para cima, enfiei-o na masmorra outra vez a pão e laranja e vim para aqui de espírito tranquilo. Eis, então, o que descobri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E viveram felizes para sempre”, diz o argumentista farto até às últimas de escrever lamechices mais peganhentas que a parte da frente das cuecas de um padre pedófilo (passo o pleonasmo) depois de um baptizado. Contudo, é do conhecimento geral que as coisas não são assim tão simples. E porquê? A verdade é que há um preço elevado a pagar por essa felicidade. Dois, na verdade e, como não podia deixar de ser, ambos impendem sobre o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ónus é o valor do anel de ouro com o qual se aluga a cona. Se a cona fosse moeda, quem tivesse uma era o Bill Gates (e, por implicação, o Bill Gates seria pobre). Isto porque por mais dinheiro, joalharia avulsa e valores materiais em geral que lhe atiremos para cima, a cona valerá sempre mais. É por isso que é sempre e apenas alugada, nunca comprada. O anel de ouro, portanto, é uma despesa simbólica do aluguer da cona com a qual o homem estabelece uma relação comercial de prendas em troca de foda, estabilizando em simultâneo a taxa de câmbio de modo a que não haja flutuações absurdas nos valores da bolsa (chamemos assim ao pipi). J.R.R. Tolkien percebeu isto muito bem ao retratar os sofridos tempos de incerteza vividos pelas suas personagens masculinas até conseguirem atirar com um anel de ouro para dentro de um buraco cheio de líquido quente, que mais não é do que uma metáfora da pachacha aberta. Até lá, o dono do anel é sempre Sauron, por sua vez a metáfora do gajo com quem ela te vai pôr os cornos se não lhe atirares com o anel para o pito flamejante - e também como Sauron, o gajo torna-se mais assustador precisamente porque nunca se chega a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu falei de dois preços que o homem tem de pagar. O anel de ouro é somente o primeiro e até o menos oneroso. O segundo preço a pagar é o do &lt;em&gt;anel de couro&lt;/em&gt;, com que a mulher compra o romantismo, e esse é que é fodido. E antes que perguntem, o anel de couro não é mais do que o cu do homem. Passo a explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominique Laporte, o falecido psicoanalista francês, escreveu uma obra magistral chamada &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.amazon.fr/Histoire-merde-Dominique-Laporte/dp/2267017016"&gt;Histoire de la Merde&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Resumidamente, é uma reconstrução da noção de homem pós-moderno a partir do evento fundamental que foi a invenção da latrina. Diz Laporte que a partir do momento em que a merda deixou de voar pela janela com um “água vai” e passou a correr em esgotos onde ninguém a vê (a “domesticação da merda”), o homem sublimou-se e adquiriu a falsa consciência de que é de algum modo &lt;em&gt;divino&lt;/em&gt;, ou superior ao animal que convive com o que caga. Ora, a minha teoria é que o ideal romântico a que toda a mulher aspira exige que o homem faça à sua escala o que o Homem fez à escala civilizacional: que domestique o cu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um facto antropológico universal que os homens gostam de se peidar e cagar. Laporte fala mesmo dos aborígenes australianos que conversam amenamente enquanto se borram todos na flora local. Mas deixemos os antípodas, fiquemo-nos pelas bebedeiras entre amigos. Que mecanismo de socialização masculina mais eficaz existe que o peido nas goelas abertas de um amigo que se ri à gargalhada do anterior? Ao fazê-lo estou a dizer “eis um peido meu. Não existem dois iguais, não haverá outro como este e mais ninguém senão eu poderia dar este que acabaste de comer. O peido sou&lt;em&gt; eu&lt;/em&gt;. Toma(aaaaa)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher, por outro lado, odeia o peido e odeia cagar, e mesmo sem admiti-lo combate ambas as funções corporais com todos os subterfúgios que consegue alcançar. Por exemplo, por que razão existe o mito de que as gajas boas não se peidam? É simples: as gajas boas conseguem mais picha que as outras e por isso levam mais no cu. Não é só porque lhes dá gozo, não se enganem. Acima de tudo adoram levar no cu porque, em certo sentido, é o contrário de cagar. Por outro lado, a lassidão resultante do esfíncter anal faz com que os seus peidos saiam sempre de pantufas e nunca mal-cheirosos porque não se acumulam durante horas a fio como acontece connosco. O peido do homem nasce como um bebé num parto normal: com dificuldade, muita força abdominal e aos berros. Do mesmo modo, toda a gente sabe quando um novo chega, sendo em geral recebido com uma alegria imensa. Por outro lado, o peido da mulher (reles bufa), vem nas calmas como um turista a sair de uma catedral: em respeitoso silêncio pela história atribulada do local e apreciando as amplas e majestosas arcadas escancaradas. O homem, então, em vez de perceber que é pela sua própria acção enrabante que as gajas boas parecem não se cagar nem peidar, acha que de facto não o fazem por serem &lt;em&gt;divinas&lt;/em&gt;. Para merecer gajas assim (pensa ele) tem também de parar de se cagar e peidar orgulhosamente. Ah, mas se cada cano rectal deixasse estrias únicas nos caralhos como os canos das armas nas balas não haveria falta de provas forenses em como já muita piça saiu ejectada daquelas peidolas “divinas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a mulher combate a merda com todas as suas forças. Com perfumes mata o peido, com as flores e enfeites nas casas-de-banho retira a mística do local, com as dietas deixa de comer e assim também de cagar. E o homem, feito parvo, acaba por pensar que quem tem um problema é &lt;em&gt;ele&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudemos de cenário: imaginemos agora o recém-casado no seu pequeno apartamento com a sua jovem esposa. Ela está na cozinha e ele com ela a ajudar a descascar os legumes. De repente e sem aviso, dá-lhe uma incontrolável vontade de cagar. “Foda-se”, pensa ele sorrindo para ela enquanto luta com as nalgas contra o poito já com a cabeça de fora, ao mesmo tempo que percebe que nada do que viu nas comédias românticas a que teve de assistir para conseguir comer o cu à namorada lhe poderá ser útil agora. “Querida, estive a beber café portanto vou lavar os dentes”, mente. Ela diz qualquer coisa romântica que ele já não ouve. Sai da cozinha e fecha devagar a porta da casa-de-banho atrás de si, simulando estar calmo. Abre a torneira, finge limpar a rouquidão da garganta e solta o primeiro de cinco ou seis peidos estrondosos de um cu nada rouco, procurando conter o orgulho paternal que lhe cresce no peito logo acima do intestino entupido. De pernas abertas, sentado na sanita, caga-se então como um bárbaro visigodo, gemendo enquanto esfrega a escova nos dentes da frente até fazer sangue a ver se ela ouve. No fim, tira um pedaço de papel higiénico e finge assoar-se enquanto limpa o cu, mas tem de fazê-lo à pressa porque não está constipado e se demorar muito ela pode perceber que não é um nariz congestionado e sim um ensopado de estrume que ele está a tentar limpar. Puxa o autoclismo. Clareando a garganta de novo, puxa-o uma segunda vez, esforçando-se por desentupir o engarrafamento de cagalhões à entrada do cano e as marcas de derrapagem na louça com a ajuda de um piaçaba envolto numa previdente armadura de papel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fechando atrás de si a porta do orfanato, dirige-se à cozinha. Azar do caralho: a água que deixara a correr para disfarçar a defecação deu vontade de mijar à mulher. Como gastou o dinheiro todo no anel de ouro não pôde comprar uma casa com duas casas-de-banho portanto ela terá de ir à mesma que ele. Sem saber o que fazer, o jovem recém-casado finge querer foder já ali na cozinha em cima dos legumes, romanticamente. Na tentativa de deixar a mulher excitada e em simultâneo estancar-lhe o mijo, enfia-lhe dois dedos bem fundo na pachacha mas só consegue com isso piorar a situação. “Aiaiai”, diz ela à rasca para mijar enquanto sai a correr disparada de mãos no pipi para a infame divisão onde paira invisível no ar a medonha peste castanha. Num rápido improviso, o jovem marido diz, “querida devemos ter um cano roto qualquer aqui na cozinha, cheira-me a porcariazinha”. Como planeado, e quase tão aliviado como quando se cagou, ouve a mulher responder da casa-de-banho as palavras bêbedas de quem luta contra a inconsciência, que tanto esperava ouvir: “Tens razão, querido, chama o canalizador. Mas olha que o cano roto deve ser da casa-de-banho… Está aqui um cheiro a merda que não se pode”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem me querer alongar mais, concluo. Homens que leiam isto, nada do que façam pode escamotear o facto de que produzem em média 275kg de merda todos os anos. Cada grama dessa pilha vai cheirar bastante mal e nenhum spray vai tornar o pivete mais romântico. Portanto, se quiserem conciliar merda com romance, levem um para ler quando forem cagar. Camaradas machos... da próxima que se virem numa situação de duelo entre a vontade de cagar e o romantismo conjugal lembrem-se apenas disto: em vez de ficarem preocupados com o que pensaria ela se descobrisse que vocês se cagam à fartazana todos os dias, invertam a ordem do pensamento e caguem todos os dias para o que ela pensaria sobre isso. E assim sim, viverão felizes para sempre. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-4462067420171088981?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/4462067420171088981/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/01/essencia-do-romantismo.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4462067420171088981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4462067420171088981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/01/essencia-do-romantismo.html' title='A essência do romantismo'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S05wnjO7ecI/AAAAAAAAAIQ/_UtmjMBd2-0/s72-c/romance.png' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-7121407345573916795</id><published>2010-01-07T18:34:00.126Z</published><updated>2010-02-26T20:26:36.806Z</updated><title type='text'>O bom selvagem desempregado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S0YpevYoenI/AAAAAAAAAGI/c-mOETrLS1o/s1600-h/INJUN.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424068409306937970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S0YpevYoenI/AAAAAAAAAGI/c-mOETrLS1o/s320/INJUN.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se os telejornais de Natal fossem bolos-rei (admito que seria estranho mas o blog é meu), as notícias sobre o desemprego seriam o brinde: enquanto saboreamos as notícias sobre o sucesso sem precedentes da loja de roupa da senhora Lucília em Santa Comba Dão, que este ano já vendeu duas blusas (ainda que à mesma pessoa a quem o fornecedor as roubara), e engolimos o fruto cristalizado da reportagem da TVI sobre a nova tarte de maçã da pastelaria do Chico Almiro (que se assoa às mangas da camisa e bate punhetas na farinha), eis que surge a inevitável entrevista à Dona Patrocínia, de súbito e em plena época de consumismo desregrado confrontada com a suprema ironia onomástica de se ver sem apoio financeiro, partindo-nos a cremalheira da boa disposição toda sem aviso, qual característico Santo António de titânio reforçado que surge sempre na primeira dentada da última fatia do bolo-rei e nos fura o Céu da boca como se não aguentasse mais as saudades de casa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois desse pungente relato sobre a injustiça que foi ter sido despedida da fábrica em Beja onde polia rodas de tractor há 40 anos, eis que surge o recém-licenciado em Engenharia Aeroespacial (desempregado) a queixar-se deste Governo (pá) que injecta milhões e milhões em aeroportos e TGV’s mas que se recusa a fornecer bolsas aos jovens para a construção de propulsores termonucleares capazes de acelerar uma estação de observação extraorbital de 5000 toneladas a Mach 30 em 13,25s, de modo a que Portugal pudesse, finalmente, deixar de depender de importações para suprir as suas necessidades mínimas de fotos paneleiras de galáxias e estrelas catrapiscantes. E não contentes com o desabafo ainda continuam, queixando-se de que para ganharem a vida numa área não muito distante dos seus interesses tiveram de ingressar na indústria do brinde de bolo rei, que ao menos utiliza na manufactura o mesmo material dos escudos térmicos do Space Shuttle. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por fim, vem ao microfone o incontornável trintão que é caixa do Pingo Doce desde que se licenciou há 10 anos, porque Portugal não sabe valorizar o capital humano formado em Estudos Comparados Ibero-Hindus, com teses em Diplomacia Ecuménica Humanístico-Bovina ou sobre a Revolução Industrial na Índia – do Caril ao Carril. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, notícias destas não deixam de deitar um gajo abaixo, e nos dias antes e depois do Natal fui bombardeado com elas ao jantar quase com a mesma pujança e frequência com que me imaginava a ejacular no cabelo da minha prima boazona sentada do outro lado da mesa na noite da Consoada, por acaso também desempregada (porque quer, pois há sempre lugar para mais uma puta). Foi nesse momento, com a boca cheia de bolo, que eu disse finalmente “há hega”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pus-me a pensar no assunto durante longos minutos enquanto cagava (satisfeito por não ter sido eu a engolir o brinde este ano) e eis que entre a bruma pós-digestiva vislumbrei a solução definitiva para o problema do desemprego em Portugal. Puxei o autoclismo as vezes necessárias até convencer o Sebastião a desaparecer na treva gorgolejante do cano e vim para aqui escrever. Gostaria de prolongar esta espécie de prefácio um pouco mais de modo a criar suspense antes de revelar a minha magistral ideia mas como já falei na prima boazona fiquei sem saber bem como fazê-lo. Além disso, a minha resolução do ano novo foi passar a divagar menos. Mesmo porque divagar é gay, ou pelo menos parece-me ser o que diria um paneleiro cabo-verdiano a ser enrabado pela primeira vez. É verdade, ouvi dizer que os paneleiros agora também podem casar. E falando em ouvir, para quem não sabe, o &lt;a href="http://www.omegaauditivos.com.br/OuvidoHumano.jpg"&gt;ouvido humano &lt;/a&gt;é uma cena do caralho. A minha teoria é que o pessoal que inventou os nomes das partes internas do ouvido estava ressabiado por ter ficado com esse trabalho de merda e pôs-se a inventar as idiotices mais aleatórias que lhes vinham à cabeça. Provavelmente hoje estarão desempregados também. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bom, onde ia eu? Já disse a piada da prima… Sim, a solução para o desemprego. Encontrei-a. E encontrei-a onde? Não, não foi nas tetas da mãe do leitor, não obstante a busca ter sido longa e minuciosa, mas sim na terra do seu paizinho biológico. Exactamente: no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como toda a gente que já viu televisão num Domingo de manhã sabe, a selva brasileira está infestada de pelintras índios com pratos na beiça que não fazem a ponta de um corno de manhã à noite (excepto, claro, quando enfiam o caralho num). Ora, o que é interessante é que se verifica não só que estes gajos não fazem nada como há leis que velam para que assim seja. Falo, claro, do &lt;a href="http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./indios/index.html&amp;amp;conteudo=./indios/estatuto.html"&gt;Estatuto do Índio&lt;/a&gt;, revisto há relativamente pouco tempo pela &lt;a href="http://www.funai.gov.br/"&gt;FUNAI&lt;/a&gt; (Fundação Nacional do Índio) para que agora passem a fazer ainda menos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que eu proponho, então, é a criação de uma fundação homóloga à FUNAI em Portugal: a FUDERT (Fundação dos Desempregados que se Recusam a Trabalhar), que seria uma espécie de sindicato dedicado a proteger a riqueza histórica e cultural única do desempregado - a versão portuguesa do índio -, promovendo a criação de reservas onde o desempregado poderia viver livre, de acordo com as suas próprias tradições e sempre contando com o apoio e protecção do Estado. Numa fase em que o &lt;a href="http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1208887"&gt;desemprego&lt;/a&gt; só vai é crescer, é sem dúvida um caso a considerar por todo o adulto responsável que não seja adepto do cu com pêlos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não é tão rebuscado como parece. Vejam, primeiro, a definição de índio de acordo com o supramencionado Estatuto, no art. 8º, II – ‘&lt;em&gt;Índio, o indivíduo integrante ou proveniente de uma comunidade indígena, com a qual mantém identidade de usos, costumes, tradições e é por seus membros reconhecido como tal&lt;/em&gt;’. Alguém pode negar que isto se aplica com total exactidão ao desempregado? Mais, considere-se o ponto III desse mesmo artigo: ‘&lt;em&gt;Organizações Indígenas, as associações ou sociedades civis, sem fins lucrativos, integradas exclusivamente por índios, para defesa dos seus interesses e dos interesses da comunidade indígena&lt;/em&gt;’. Bom, a não ser que alguém negue que o desemprego é uma actividade sem fins lucrativos esta definição também cai que nem uma luva. Ou conhecem alguém que tenha ido para desempregado para enriquecer, tendo em vista que fazer broches nas áreas de serviço conta como part-time?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se Portugal adoptasse um Estatuto do Desempregado em moldes semelhantes acabava-se o problema do desemprego de uma assentada. Ou melhor, deixaria de ser um problema. Voltemos ao Estatuto do Índio, art. 2º - ‘&lt;em&gt;Aos índios, às comunidades e às organizações indígenas se estende a proteção das leis do País, em condições de igualdade com os demais brasileiros, resguardados os usos, costumes e tradições indígenas, bem como as condições peculiares reconhecidas nesta lei’&lt;/em&gt;. Substitua-se “brasileiros” por “empregados” e estarão garantidas as condições mínimas de subsistência aos desempregados. Bastaria atribuir-lhes uma espécie de pensão de sobrevivência vitalícia suficiente para manterem os putos num nível de miséria suficientemente elevado para ser considerada exótica. Só assim se poderá salvaguardar a igualdade de direitos deste povo sem interferir com o ócio tradicional da sua cultura. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas as vantagens da proposta não se ficam por aqui. Atente-se ao art. 5º - &lt;em&gt;'A política de proteção e de assistência aos índios e às comunidades indígenas terá como finalidades: VI – promover junto à sociedade brasileira a compreensão, a aceitação e o reconhecimento dos índios e de suas comunidades como grupos etnicamente diferenciados, respeitando suas organizações sociais, usos, costumes, línguas e tradições, seus modos de viver, criar e fazer, seus valores culturais e artísticos e demais formas de expressão&lt;/em&gt;’. E com isto acabava-se com a discriminação dos hippies, rastafaris, góticos, motoqueiros tatuados, putas cheias de piercings, gajas com t-shirts do Edward Cullen e pretos fodidos não muito dados a tomar banho. Numa palavra, acabava-se com a ostracização do cronicamente desempregado. Em vez de falta de higiene e de olhos na cara, estes e outros casos passariam a constituir um belíssimo património cultural a preservar. Estou convencido de que a grande luta contra a discriminação do século XXI será a do desempregado contra a tirania laborocrática em que vivemos. Disso tenho a certeza, mesmo porque é a opinião unânime dos desempregados meus conhecidos que, por definição, não podem laborar em erro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais importante ainda, no mesmo artigo, IV – &lt;em&gt;'garantir aos índios e às comunidades indígenas meios para sua auto-sustentação, respeitadas as suas diferenças culturais; V - assegurar aos índios e às comunidades indígenas a possibilidade de livre escolha dos seus meios de vida e de subsistência&lt;/em&gt;'. Tal como a Cristianização dos povos indígenas aquando dos Descobrimentos é hoje vista como havendo sido uma forma de opressão e de aniquilação cultural, assim também o é actualmente a Empregação. Hoje temos técnicos de RH em vez de padres, é certo, e o instrumento da conversão deixou de ser a Bíblia e passou a ser a caderneta de recibos verdes, mas o princípio é o mesmo. Padre ou empregador, batina ou fato e gravata, tanto faz: o poder opressivo do colarinho branco não mudou. O que o Empregador quer fazer hoje ao desempregado, na essência, continua a ser &lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f9/Conversion_of_Paravas_by_Francis_Xavier_in_1542.jpg"&gt;o que faziam os missionários ao índio&lt;/a&gt;. Com o novo Estatuto, o desempregado ocioso estaria legalmente protegido contra qualquer tentativa de assimilação colonialista para sempre, e poderia sustentar-se como até aqui sempre sustentou, desde tempos ancestrais: através de subsídios. A verificar-se, isto seria, em dialecto desempregado, "mesmo fixe e quê, bráda".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E onde se situariam as reservas oficiais do desempregado português? Bom, isso também estaria previsto na lei, se a adaptássemos à situação nacional. Voltando ao Estatuto, art. 16º, I – ‘&lt;em&gt;Integram o patrimônio indígena:&lt;/em&gt; &lt;em&gt;os direitos originários sobre terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e a posse permanente dessas terras e das reservadas&lt;/em&gt;’. Ora, as terras tradicionalmente ocupadas pelos desempregados portugueses, como é óbvio, são os &lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/economia/ireneleite_centro_emprego_jpn.jpg"&gt;centros de emprego&lt;/a&gt; e respectivas zonas limítrofes, onde os mancebos vão para se fazerem homens e os anciãos para morrer. Segundo esta lei, portanto, cada centro de emprego tornar-se-ia uma zona demarcada protegida para exclusivo usufruto do luso-desempregado. Isto seria de importância vital porque as planícies dos centros de emprego são dos poucos sítios onde o emprego ainda corre livre em Portugal. Outrora espalhava-se um pouco por todo o território nacional, com uma zona de pasto que se estendia do interior-Norte do País ao próprio Algarve. Porém, com a crescente urbanização, a população de empregos em liberdade foi-se tornando cada vez mais reduzida e os poucos que restaram tornaram-se frágeis e precários. Acresce a isto o facto de que com os grandes empregadores a cometerem falcatruas sistematicamente e a serem presos por isso o emprego diminuiu ainda mais, uma vez que não se reproduz em cativeiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Note-se, contudo, que não é intenção do desempregado aniquilar as oportunidades de emprego apropriando-se delas. A caça ao emprego (sendo este actualmente uma espécie em vias de extinção e, por isso, protegida), está sujeita a severas restrições. É por isso importante referir que não é intenção do desempregado exterminar o emprego, que é sagrado na sua cultura, mas apenas caçá-lo de acordo com as suas tradições ancestrais para devolvê-lo de imediato ao seu habitat natural. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acho que a ideia não é má de todo mas que cada leitor julgue por si próprio. Em todo o caso, lembrem-se: todos nascemos bons e desempregados - é o emprego que nos corrompe. Unidos, conseguiremos salvar o desempregado e o seu modo de vida. Se todos arregaçarmos as mangas e ajudarmos a FUDERT com a máxima força de que cada um de nós for capaz, sem parar nem que corra sangue, talvez haja esperança para que quem não trabalha neste nosso País possa viver sem pressões para abandonar as suas raízes, já bem entranhadas no sofá, logo abaixo das caricas de cerveja, Ruffles de anteontem e brindes de bolo-rei. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-7121407345573916795?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/7121407345573916795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/01/o-bom-desempregado-selvagem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/7121407345573916795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/7121407345573916795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/01/o-bom-desempregado-selvagem.html' title='O bom selvagem desempregado'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S0YpevYoenI/AAAAAAAAAGI/c-mOETrLS1o/s72-c/INJUN.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-4020809441560104614</id><published>2010-01-05T12:42:00.018Z</published><updated>2010-01-15T00:55:25.475Z</updated><title type='text'>Be Your Own Dog</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S0M071aJKjI/AAAAAAAAAGA/Ffx0TvpbxTQ/s1600-h/Mimura.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423236578837867058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 314px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S0M071aJKjI/AAAAAAAAAGA/Ffx0TvpbxTQ/s400/Mimura.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Artistas convidados:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A. Mimura (ilustrações)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Alexandre Von Niagarin (texto)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Why this title for the post? I don’t fucking know. Talvez, apercebendo-se o autor do post de que soara, nessa altura, o sino que reunia os criados, anunciando assim a hora do almoço, não pudesse mais perder tempo com o título do post. Ou porque nós precisamos de instigadores, ou porque nós precisamos daquela espécie de homens tocados pelo fogo e pela aventurança, ou porque certamente nós precisamos de anarquistas. A propósito: Go fuck yourself! God Shave The Queen! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como tal, a expressão: “to be your own dog” nada diz de concreto, mas significa algo. Algo que, à partida, poderá ser definido em duas vertentes simples: a sádica e a masoquista. Ambas, por estranho que possa parecer, aproximam-se, ou seja, desembocam em clarividência e riso. Num riso ou mais demoníaco ou mais angélico, mas atingindo igual fim e condição. Enquanto metáfora visual, o palhaço serve de ilustração perfeita para elucidação da noção sádica e simultaneamente masoquista de “to be our own dog”; pois o palhaço é a sua forma viva de actuação - expressa masoquismo enquanto tristeza imanente e sadismo enquanto riso destrutivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu, como ser pio, prefiro a condição sádica, irmã da masoquista, mas deveras mais impediosa, grotesca, bestial e trocista. Eu, deveras que simpatizo mais com o enorme animal vulvo que percorre os bosques urrando, e em cujas veias corre um sangue novo e profético, do que ser o ser élfico e sibilino, atormentado pelo desgosto profundo. Ou seja, “to be your own dog”, significa acordar numa madrugada e farejar a razão deliberada da sua ausência, isto é, significa ser o nó da corda do cabo de enforcamento e simultaneamente o enforcado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O clarão de espanto que refulge nas vossas pupilas de leitor deve-se ao facto de algures em vós nascer agora a cauda do instinto que se reconhece como senhor de si e não cão de outrem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este renascer como fénix não é obra fácil e a muitos está vedada, porque maioritariamente sois cão de outrém por natureza devida e merecida. Mais problemático é quando o horror e maleita atávica grave do sangue luso vos corre nas veias; aí, a tua predestinação para ser um mísero cão de outrem é exponenciada por um número infinitos de órbitas. E a maneira mais fácil de vos libertardes desta infâmia e mostruosidade é dizendo: mata-me, mãe. E originando o acto. Para os outros que estão a salvo do mal primeiro, a predisposição para cão de outrem é altíssima, mas ainda assim com probabilidades de cessação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E isto como: acossando o teu ser cão da sobrevivência e da submissão com os piores tipos de males até que se torne o cão da insubordinação e da peleja. Esquecei os dias, pois que esta fera pertencerá à noite, se tiverdes vós coragem para tanto... tu, cão reles e submisso, habituado à malga bolorenta e húmida, servida com desdém, porque és cão de outro cão, que cão vassalo igualmente de outrem o é. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se conseguirdes a primeira metamorfose, que de mais não se trata do que do entendimento existencial disto que vos afirmo, tereis dois caminhos perante a visão da noite onde estais submerso: ou reagirás optando pela condição sádica ou pela masoquista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na condição sádica: saberás que serás sempre cão de outrem, mas não obedecerás; serás cruel, invulgar, temerário, perderás amigos, terás cumplices e verás a inteligência como uma doce imbecilidade; devido a esta natureza beligerante deixarás de ter amo, porque tal ferocidade incomoda e repulsa semelhante propósito. Os caninos inclusos da clarividência surgirão numa fase X que te levará ao riso grotesco e assim clarividente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na condição masoquista: saberás que serás sempre cão de outrem, mas obedecerás; serás cruel contigo, irás parecer vulgar, não serás temerário ou temido, não terás amigos nem cúmplices, e a inteligência será o único reconforto devido à natureza triste dessa conduta. Terás amo, que te será indiferente, e numa fase X irás rir, expondo propositadamente um sangue negro nas flor dos lábios que é, em certa medida, a textura da clarividência e assim de igual modo o é riso grotesco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o sentimento masoquista assemelha-se ao ser cão de outrem na proporção de factos mas não na natureza da essência. O sentimento masoquista de ser cão de si próprio é grandemente já o salto de abandono da trela, mas a fase um de duas; a fase dois ou a sádica é mais pérfida e mais venenosa e, como tal, mais difícil de se realizar, mas é a mais triunfante e desejada. No entanto, a fase um é passo necessário e que coloca quem realiza a acção num patamar diferente de ser cão do cão de outrem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“To be your own dog” tem como descrição possível: ir pela vida fora com sentimentos nus, tropeçando no orgulho da queda, unicamente porque à queda estamos magnetizados, mas abraçamo-la nos momentos mais íntimos, porque o desejamos, sem autorização da própria ou de outrem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S. Para que reporteis o estado em que me encontro, envio-vos uma última nota, assim: no final da leitura, que se avizinha, e que foi perda vossa de tempo e insípido modo de existir, porque a nada verdadeiramente sabe (eu minto-vos escandalosamente e delicio-me com o vosso sofrer, porque não sabeis mais o que pensar), podeis tu, ó cão mísero e sarnento, arrumar as ancas na tua casota de pedra, que vou eu e a graciosa noite a passear...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S0Mz_7T52wI/AAAAAAAAAFw/C61pWEPP8-U/s1600-h/beyourowndog.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-4020809441560104614?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/4020809441560104614/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/01/be-your-own-dog.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4020809441560104614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4020809441560104614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2010/01/be-your-own-dog.html' title='Be Your Own Dog'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/S0M071aJKjI/AAAAAAAAAGA/Ffx0TvpbxTQ/s72-c/Mimura.png' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-2199293282141136312</id><published>2009-12-31T14:49:00.009Z</published><updated>2009-12-31T15:11:02.314Z</updated><title type='text'>Boas Entradas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/Szy6D99EHDI/AAAAAAAAAFY/ZibfFNnudWU/s1600-h/73140235.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 310px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421412628780293170" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/Szy6D99EHDI/AAAAAAAAAFY/ZibfFNnudWU/s320/73140235.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A todos os que sobreviverem à puta da babadeira hoje, o Filósofo Priapista deseja boas entradas. Como no meu caso o prognóstico não parece favorável pareceu-me boa ideia vir aqui num instante escrever isto antes de começar a encharcar-me em vinho carrascão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria, porém, sair de 2009 sem deixar uma mensagem a todos os desafortunados que não tiveram dinheiro para comer nem para oferecer prendas nesta época festiva, e de quem nunca ninguém se lembra: caros pobres, se estão a ler isto, cancelem a puta da Internet e usem o guito para dar de comer à ninhada esfomeada que fizeram sair da cona saciada de esporra dessa esposa saloia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pretendo maçar ninguém com sentimentalismos. Desejo apenas a todos os fiéis leitores que, como eu, acordem amanhã bem dispostos e prontos para enfrentar o novo ano, de pila assada e acabados de contrair SIDA sem saberem bem porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota:&lt;/strong&gt; Aproveito também para informar que o primeiro post d' O Filósofo Priapista para o ano de 2010 será da autoria de dois artistas convidados, ambos grandes amigos aqui do vosso e igualmente detentores de épico pénis. Texto de Alexandre Vladimir Von Niagarin e ilustração por A. Mimura. A postagem está marcada para dia 5 de Janeiro, Terça-Feira. Arranjem espaço na agenda (Entrada: 15 príapos).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-2199293282141136312?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/2199293282141136312/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/12/boas-entradas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/2199293282141136312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/2199293282141136312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/12/boas-entradas.html' title='Boas Entradas'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/Szy6D99EHDI/AAAAAAAAAFY/ZibfFNnudWU/s72-c/73140235.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-2903729539880197062</id><published>2009-12-17T22:05:00.043Z</published><updated>2010-02-12T18:03:35.425Z</updated><title type='text'>"Atentadinhos"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SyqrcNZz3EI/AAAAAAAAAFQ/NjubQlLTEiA/s1600-h/33.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416330002989046850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 287px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SyqrcNZz3EI/AAAAAAAAAFQ/NjubQlLTEiA/s320/33.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Geralmente em público até me porto bem. Posso orgulhar-me de ser um cidadão respeitável e respeitado entre a comunidade ignorante da verdade. Exceptuando os casos em que uma gaja particularmente mamalhuda me aparece à frente com aquele olhar de puta que todos sabemos que lá está apesar de não desviarmos o olhar das mamas para encará-lo, na rua costumo guardar o priapismo dentro das calças e não dizer nada mais ofensivo do que, sei lá, “cocó”, quando efectivamente piso uma poia ninja plantada à beira-estrada, como aconteceu hoje de manhã. Porém, no dia em que soube da notícia do Berlusconi não consegui conter-me. Ao inteirar-me dos factos lendo o meu &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/Mundo/berlusconi-agredido-enquanto-dava-autografos_1413718"&gt;jornalzinho&lt;/a&gt; no café, degustando um doce compalinho e uma crocante torrada hexapartida, soltei uma incontida caralhada à Príapo seguida de um “foda-se esta merda toda” mesmo ali ao lado de uma velha, que apesar de tudo bem mereceu ouvir o que ouviu porque cheirava a cona de cadela sebosa logo de manhã, filha da puta. Exteriormente lá me recompus, esfregando o joelho com um sorriso parvo nas trombas num gesto ensaiado já para quando se dão casos destes, como tivesse dado uma cacetada involuntária na mesa, mas por dentro o palavreado continuou, num imparável crescendo de fúria e originalidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o mesmo deveria ter acontecido a todo o indivíduo civilizado que viu o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pTekLE0cvgU"&gt;vídeo&lt;/a&gt; do que aconteceu. É que não se pode escamotear o facto de que a focinheira rebentada do primeiro-ministro italiano traz implicações muito mais graves do que a impossibilidade de vir a fazer mais broches e minetes a pré-adolescentes nos próximos meses. Não, aquele trombil ensanguentado é a própria personificação e confirmação da espiral de decadência em que a sociedade ocidental rebola aos trambolhões há mais de um século. É, na verdade, a cabeçada no último degrau antes de batermos todos com os cornos no chão imundo da completa desesperança do homem moderno. Quando algo deste género acontece a um primeiro-ministro de um país europeu nos dias que correm, é preciso dizer que algo não vai bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Falo, claro, da imparável marcha em direcção ao apogeu da mariquice que se vem verificando nos atentados a figuras públicas desde que Lincoln levou um balázio nos cornos em 1865, ou assim também o nosso badocha D. Carlos I em 1906. Que diabo está a acontecer ao mundo e como é que permitimos que aconteça? Antigamente, quando era para matar não se brincava. Veja-se o belíssimo exemplo para as nossas crianças que é o perfeccionismo homicida de Yusopov e seus capangas no assassinato de Grigori Rasputin, o grande místico priapista russo, em 1916. Rasputin, segundo consta, tendo ingerido veneno suficiente para matar vários homens, sobreviveu, tendo sido então baleado cinco vezes nas costas por Yusopof, depois espancado por todos os referidos capangas (visto que continuava a pedi-las), primeiro ao soco e ao pontapé e de seguida à paulada, depois castrado, envolto num tapete e atirado ao geladíssimo rio Neva – onde morreu &lt;em&gt;afogado&lt;/em&gt;. Isto sim, era um atentado. Não havia cá paneleirices para ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;John F. Kennedy, Gandhi, Malcolm X, Martin Luther King, John Lennon, todos eles se viram livres do sebo que os conspurcava por homicidas que não se importavam com o incómodo que a morte poderia causar aos seus alvos. Fizeram-no de maneira menos inventiva do que no caso de Rasputin, é certo, mas nem por isso menos eficaz. Findos os tempos áureos do assassínio, tornou-se por fim manifesto que a decadência mariquinhas tinha começado o seu avanço inexorável, ironicamente com o caso de um atentado a um homem com nome de menina. Em 1981, no dia de Fátima, Karol Wojtyla, a.k.a. Papa João Paulo II, foi baleado em plena Praça de S. Pedro, mas apesar de ter ficado todo fodido não morreu. Começava a era do atentado de merda. Após considerados os dados da análise balística, “Milagre de Nossa Senhora de Fátima!” foi a explicação lógica que o Sumo Pontífice encontrou para não ter sido chamado ao escritório do Patrão nesse dia. Por acaso ninguém me perguntou mas tenho a minha própria teoria sobre o assunto, e não envolve intervenção nenhuma da Nossa Senhora. Há, isso sim, uma grande semelhança entre o milagre da sobrevivência do Papa e o da Imaculada Concepção: em ambos os casos, o projéctil em questão penetrou na zona do intestino. O problema foi que o agressor na Praça de São Pedro era zarolho e em vez de apontar um pouco abaixo da zona do ridículo chapeuzinho papal, apontou para a santíssima tripa. Resultado: hemorragia e caganeira interna mas nada que exigisse um milagre para lá do alcance das capacidades de uma equipa de cirurgia moderna. Não deixa é de ser curioso que um dos membros da comissão parlamentar envolvida na investigação deste atentado tenha sido o próprio Silvio Berlusconi. A mariquice homicida tem a sua ironia…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei um pouco mais animado quando deram cabo do canastro a Ytzhak Rabin em ‘95, o enervante judeu, mas foi Sol de pouca dura. Em ‘99 um tanso qualquer falhou na tentativa de reunir George Harrison a John Lennon, e em 2002 Jacques Chirac sobreviveu a uma tentativa de fuzilamento por parte de um puto neonazi míope de tal modo incompetente que o Jacques nem deu por nada. No ano passado, quando eu pensava que as coisas não podiam piorar mais, George Bush desvia-se a rir de um par de sapatos pateticamente arremessado. Nunca disse “caralho” tantas vezes como nesse dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, ainda este ano, um pouco de esperança: o Presidente da Guiné-bissau, João Bernardo Vieira, é cortado às postas de bacalhau por um gangue qualquer de pretos armados com facalhões de desbastar mato. Parecia que estávamos a voltar aos bons velhos tempos, era desta que íamos voltar a ter mortes de jeito no telejornal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E depois, a ignomínia total: Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano, leva com um &lt;em&gt;souvenir&lt;/em&gt; na boca… Senti-me genuinamente envergonhado em nome de toda a Humanidade civilizada. Não um revólver, não uma faca, mas uma réplica do Duomo, a paneleira catedral de Milão. Que decadência desde César. Como se terá sentido o italiano médio com esta notícia? Ponham a coisa em perspectiva, imaginem que amanhã percorria o mundo a notícia de que José Sócrates tinha levado com um galo de Barcelos nos dentes. Ou, vá lá, com uma miniatura do Pavilhão Atlântico (ainda que não fosse exactamente o mesmo visto que não tem arestas e comparado ao Duomo fazia era festinhas). Ou que em pleno debate parlamentar o Paulo Portas lhe tinha atirado com um caralhão das Caldas que de algum modo conseguira esconder da segurança à entrada? Sentir-se-iam orgulhosos? Ou, pelo contrário, sentiriam o orgulho a ser enrabado por uma cobra de peluche, fofa por fora mas rija que se farta por dentro, das que se vendem no jardim zoológico? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que se seguirá a isto, pergunto-me? Estaremos a chegar ao dia em que se considerarão atentados à vida de Tony Carreira as cuecas ensopadas em corrimento vaginal atiradas para o palco por centenas de velhas húmidas, saudosas dos tempos de juventude em que ainda lhes corria sangue do pito sem que para isso tivessem de enfiar um caralho a pilhas até ao útero? Prender-se-á gente no aeroporto por tentativa de insulto à chegada da selecção nacional após a costumeira humilhação no estrangeiro? E se eu me dirigir ao Palácio de Belém com o intuito de usufruir do meu direito constitucionalmente protegido de dar um peido matarruano na boca nunca completamente fechada do Cavaco, serei cercado pelos matacões carecas de óculos de sol e auriculares a pedirem-me para pousar o cu no chão devagar e deitar-me de barriga para baixo com as mãos atrás da cabeça?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Espero bem que esta merda mude porque não aguento mais estes atentados de quem massaja o alvo com óleo de amêndoas na esperança de causar uma reacção alérgica. Que é feito das bombas, dos tiros, das facadas, em suma, dos assassinatos brutais e eficazes de outrora que tanto prazer nos causavam quando anunciávamos publicamente a pena que nos tinham causado, porque, enfim, coitadinhos? Será que já ninguém tem colhões para tirar uma vida à homem? Terei de fazer tudo sozinho? Foda-se. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-2903729539880197062?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/2903729539880197062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/12/geralmente-em-publico-ate-me-porto-bem.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/2903729539880197062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/2903729539880197062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/12/geralmente-em-publico-ate-me-porto-bem.html' title='&quot;Atentadinhos&quot;'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SyqrcNZz3EI/AAAAAAAAAFQ/NjubQlLTEiA/s72-c/33.png' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-284517385321715749</id><published>2009-12-07T10:24:00.039Z</published><updated>2010-01-08T15:12:10.364Z</updated><title type='text'>O Filósofo Priapista vs. O Requerimento é Idiota</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SxzzO4FOCNI/AAAAAAAAAFI/wome3WSwGW8/s1600-h/hitler.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412468289090488530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SxzzO4FOCNI/AAAAAAAAAFI/wome3WSwGW8/s320/hitler.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha um post espectacular planeado para esta semana. Não estou a brincar, era mesmo uma coisa do outro mundo e até já estava mais ou menos escrito. Tinha de tudo um pouco: acção, suspense, mistério, violência gratuita e penetração contra-natura e contra-vontade. Imaginem, pois, o quão fodido fiquei quando descobri que teria de adiar a publicação do mesmo para data incerta. Tudo por causa de um post (e respectivos comentários, salvo raras excepções) que li recentemente num conhecido blog de enrabadores da 3ª idade da Faculdade de Direito de Lisboa, que dá pelo nome de &lt;a href="http://orequerimentoeidiota.blogspot.com/2009/12/ja-nao-chega.html"&gt;&lt;strong&gt;O Requerimento é Idiota&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;– e que no apelido não deixa dúvidas: enquanto filho intelectual, tem a quem sair. Tentei ignorá-lo e concentrar-me na elaboração do post que tinha planeado sem pensar mais no assunto mas era como estar à rasca para cagar e estar alguém sentado de pau feito na única sanita disponível. Na situação em que me encontrava, como na desta brilhante metáfora, não haveria como contornar o problema – seria necessário desviar primeiro o empecilho do caminho antes de me sentar, não fosse o ingénuo cocó deixar-se enganar e seguir pelo caminho errado para onde apontava o pénis intruso, esfíncter acima, até chegar ao cérebro, onde encontraria a memória da merda do post que li, o que poderia causar que eu, intoxicado pelo cheiro metafórico e literal resultante deste encontro, viesse a concordar com as copro-opiniões das mentes jurídicas que acharam por bem alvitrar sobre o assunto. Uma vez que não posso permitir que tal aconteça, não tenho como escapar. Eu, Príapo, ardina do mau gosto, arauto do que ninguém quer ouvir, a jusante do ordinário e a montante da tua mãe, que já expus doutrina sobre comer abortos e pontifiquei sobre formas de espancar mulheres impunemente, vejo-me hoje forçado a descer a níveis nunca antes vistos, qual Dante sem Virgílio, até às profundezas abjectas da mediocridade dos nossos futuros advogados e juízes, onde cessam toda a Razão e Digestão. Pois bem, se assim ordena o Destino, não vacilarei. Cá vai alho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Versa o tal post sobre a notícia do &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/Mundo/alemanha-comeca-a-julgar-antigo-guarda-de-campo-nazi-pela-morte-de-milhares-de-judeus_1412027"&gt;Público &lt;/a&gt;do iminente julgamento do ex-guarda das SS, John Demjanjuk, de 89 anos, suspeito de ter passado por perto de uma câmara de gás onde foram exterminados 27.900 judeus sem parar nem chamar uma ambulância. Para os que não sabem, este julgamento representa mais uma vitória do projecto “&lt;a href="http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/oplastchance.html"&gt;Operation: Last Chance&lt;/a&gt;”, em torno do qual se juntam vários governos e que tem como objectivo fazer a folha a criminosos de guerra nazis que por piada divina ainda respiram (se bem que na maioria dos casos por um tubo). Ora, argumentam o bloguista e a maioria dos &lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8802555193156992899&amp;amp;postID=6715346632731213191&amp;amp;isPopup=true"&gt;comentadores&lt;/a&gt; que é uma estupidez julgar-se um velho decrépito que se 'baba e mija, num estado tão débil que tem que ir de cadeira de rodas e maca para o tribunal'. De facto, que coração de pedra pode ficar impávido perante a pungente história de um genocida de tal modo doente que tem de ser transportado numa maca de cadeira de rodas e tudo? Mas o argumento da velhice é apenas um. Existem outros, ainda que na sua construção dignos do próprio nazi considerado demasiado senil para ser julgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor do post chega ao ponto de dizer esta maravilha: 'Se tanto a América e a Rússia fecharam os olhos ao absorver cientistas e know-how tecnológico do Reich, se se fechou os olhos à questão ética envolvendo o uso de estudos médicos nazis que vitimaram centenas de pessoas, porque é que não deixam simplesmente esta pessoa, que nada mais é que um débil velhinho às portas da morte, morrer sem ser um centro de atenções mediático?'. Ou seja, traduzido, o que este gajo está a dizer é que se fez tanta merda no tempo dos nazis que não vale a pena parar agora, quando já lhe estamos a apanhar o jeito. Mas repita-se, é só 'um débil velhinho', deixem-no lá ver as novelas e dormir em paz, coitado. De qualquer modo está na altura dos judeus pararem de ser queixinhas, 'já passou mais de 50 anos, não podem ser vítimas para sempre'. Esta última frase então deixou-me completamente biruta… Será possível que nos dias que correm um estudante universitário, ainda por cima de Direito, com a exuberância quase tropical de livros e ensaios publicados sobre o Holocausto e a ferida aberta que deixou na comunidade judaica, não veja que os verbos em Português concordam com o núcleo do sujeito em número e pessoa, e que a forma correcta é “&lt;em&gt;passaram&lt;/em&gt; mais de 50 anos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro diz 'o que está a ser julgado não é o mesmo que cometeu os crimes'. Este incisivo argumento filosófico pelo qual é posta em causa a própria natureza da identidade por acaso até dá que pensar, mas falha na medida em que se formos ver fotografias do gajo quando era mais novo e subtrairmos as rugas veremos que de facto não há dúvida, era mesmo ele que lá andava a azucrinar a vidas aos meninos judeus, a meter-lhes cianeto na sanduíche de mortadela e a roubar-lhes os dentes de ouro no recreio quando o senhor ditador não estava a ver, como o bom malandro que era. Também coitadinho, era puto, sabia lá se era lícito ou não... Nestas coisas ninguém nasce ensinado. Todos os meninos da idade dele fumavam e exterminavam, ele tinha medo que não brincassem mais com ele se não fizesse o mesmo. De qualquer modo os cigarros e judeus fumados já ninguém lhe tira, mais vale deixar de bater no velhinho. Não é? Cambada de atrasados mentais, fazem-me ter pena de não haver óculos para a miopia moral. Levava-vos já à Multiópticas, comprava-vos uns bifocais com armação em massa e enfiava-vo-los pelo cu adentro. Eu sei, eu sei, armações em massa são caras... Mas não se preocupem. Na Multiópticas, como pelos vistos na FDL, o desconto é igual à idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou percorrer os argumentos todos que foram apresentados, são ridículos demais para serem levados a sério. Faço apenas uma pergunta: e se em vez de um velho de 89 anos com um apelido impossível de pronunciar fosse um de 120 com um mais familiar, como Hitler? Se estivesse vivo, valeria a pena julgá-lo, correndo o risco de se estar a julgar apenas um simpático avôzinho de curioso bigode? Em jeito de exercício experimentem lá dizer que não, só por piada, para ver qual é a sensação. E depois digam-me em que é que esse caso difere do de ex-SS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez me digam que o argumento falha por haver uma diferença fundamental: os oficiais nazis – pelo menos alguns – não tinham escolha senão cometerem os crimes que cometeram precisamente por medo de Hitler e do regime que ele encabeçava, no qual a desobediência podia implicar a morte. Pois bem, é possível que assim seja, mas sobreviver à custa das vidas de dezenas de milhares de pessoas implica a contracção de uma dívida para com a Humanidade – e aqui sente-se o cheiro a ironia do destino porque a Humanidade, no que respeita a dívidas, é pior que um agiota judeu. Enquanto os que foram mortos continuarem mortos a dívida mantém-se, independentemente do criminoso ter 90 anos, 100 anos, cancro, SIDA, lúpus, diarreia, acne, cólicas renais, herpes genital, aftas crónicas ou brotoeja no cu. Será que não percebem mesmo? Não é só pelas vidas que contribuiu para ceifar que este gajo tem de pagar, seus tansos. Está em dívida também por todos os dias que viveu livre desde então, pagos com os de milhares de outros que nunca vieram a ser e sem os quais não teria chegado a ser o velhinho amoroso que é hoje. E acima de tudo, para que uma mácula indelével identifique enquanto houver memória o nome de todos aqueles que a dada altura chamaram alguém pelo número. A vossa ideia, suponho, seria mandar a malta nazi toda para uma espécie de lar do 3º Reich (qualquer coisa &lt;a href="http://www.geoglog.com/upload/image/20080330162826k6wg.jpg"&gt;deste género&lt;/a&gt;, com todas as condições e dignidade), onde os ex-guardas de Auschwitz, incontinentes e senis, poderiam viver o resto das suas vidas embrulhados num xaile vermelho a ver repetições do Allô, Allô de mau humor. Pois é, não me parece que vá acontecer. Para a maioria das pessoas, felizmente, "genocida" ainda tem predominância sobre "geronte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem-me que já não faz sentido julgá-lo porque o crime foi há 60 anos. Enganam-se, energúmenos estudantes de Direito, é muito mais recente do que isso. O crime aconteceu hoje de manhã, quando ele acordou impune uma vez mais.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-284517385321715749?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/284517385321715749/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/12/o-filofofo-priapista-vs-o-requerimento.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/284517385321715749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/284517385321715749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/12/o-filofofo-priapista-vs-o-requerimento.html' title='O Filósofo Priapista vs. O Requerimento é Idiota'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SxzzO4FOCNI/AAAAAAAAAFI/wome3WSwGW8/s72-c/hitler.png' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-4343695913347456575</id><published>2009-12-04T16:46:00.058Z</published><updated>2010-02-22T12:24:18.055Z</updated><title type='text'>Abortos aos Pontapés</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SxlEBlBkIWI/AAAAAAAAAEY/hqhMddQS_T0/s1600-h/prego1.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411431221171593570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 174px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SxlEBlBkIWI/AAAAAAAAAEY/hqhMddQS_T0/s320/prego1.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem à tarde, enquanto beberricava uma cerveja numa tasca, o amigo de longa data que me acompanhava nas libações impugnou o bom senso da minha mãe por não ter optado pela via do aborto quando ainda ia a tempo, no contexto de eu ter dito que a mãe dele tinha ar de quem gostava de levar na peida e perguntado se levaria a mal que eu a comesse, aviando-lhe uma canzanada à bruta naquelas nalgas maduras num dia em que ele não estivesse lá em casa (por uma questão de respeito). O cabrão não gostou e passou-se, argumentando e gesticulando vigorosamente, ainda que, na tentativa de salvaguardar o bom-nome da sua mãezinha, tenha conseguido exactamente o oposto, deixando demonstrada sem sombra de dúvida a índole daquela que o pariu e para a qual o remeti com a maior urgência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi voltar a pé para casa, gozando da brisa que corria já que não podia gozar da boleia que me levara ao café. Enquanto caminhava, revendo mentalmente a peculiar sucessão de eventos anterior e galando a ocasional mamalhuda que passava, ocorreu-me um pensamento que não me abandonou desde então. O primeiro impulso do amigo leitor será, com toda a probabilidade, o de considerar que o meu devaneio mental incidia sobre uma qualquer vulgaridade brejeira a ver com esfodaçar pipis virginais de escasso felpo até fazer variz. Pois bem, equivocar-se-ia. O que me ocupava o espírito era, na verdade, a controversa questão da interrupção voluntária da gravidez e respectivas implicações éticas, despoletada pela alusão ao aborto feita na supramencionada conversa. O amigo leitor que tirou tais conclusões precipitadas é, como vê, estúpido, e se não tiver uma mãe boazona nem amigo é. É só leitor que se fode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, para ser honesto, não é inteiramente verdade que tenha sido apenas a alusão ao aborto que me pôs a pensar. A referência que fiz a comer a mãe do ex-amigo cabrão também teve algo a ver com a manipulação de conceitos que operei em torno da questão. Mas não saltarei de chofre para o fim, tal como não o faria para cima da mãe do amigo leitor. Primeiro, clarifiquem-se alguns pontos do que está em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por motivos de conveniência consideremos apenas o microcosmos de Portugal. Diz o art. 142º nº1 al. e) do Código Penal que a interrupção da gravidez, sob as devidas condições médicas, não é punível se “for realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas de gravidez”. A primeira coisa a perguntar, claro, é se isto não equivalerá a matar um puto, e é aqui que os juristas fazem alguns dos seus mais engraçados malabarismos. Por exemplo, diz o Juiz Conselheiro Benjamim Rodrigues no acórdão do Tribunal Constitucional sobre este assunto: ‘Tal princípio constitucional [inviolabilidade da vida humana] não demanda que a protecção plena da vida humana tenha de ser idêntica, em &lt;em&gt;intensidade&lt;/em&gt;, em todo o &lt;em&gt;continuum&lt;/em&gt; da vida e em todas as circunstâncias de facto’. O que isto quer dizer, portanto, é que às 9 semanas aquilo ainda não é beeem, beeem uma vida humana. É quase, e como a mãe é um ser humano por inteiro, o menino não tem querer e se se portar mal vai para o lixo sem jantar. Ora, é aqui que se torna necessário intervir o bom filósofo priapista, pois o insigne Dr. Benjamim parece esquecer-se de que se tivesse saído pelo buraco uns centímetros mais ao lado teria nascido com todas as características de um belo cagalhão. É a diferença que faz um “quase”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem, acabou o preâmbulo. A questão em que tenho pensado, então, é a seguinte: se, de facto, um feto com menos de 10 semanas não é realmente ainda vida humana plena (o que quer que isso queira dizer), &lt;strong&gt;&lt;em&gt;serei canibal se comer um aborto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;? “Aii, credo, que nojo”, dirão os mais mariquinhas de entre vós. Mas se tirarem o vibrador do cu e se sentarem, meditando nisto com calma, verão que a pergunta até tem razão de ser. Em primeiro lugar, o canibalismo, tal como a vida humana, não admite graus. Ou se come gente ou não. Portanto, se eu comer um “quase humano”, isso fará de mim “quase canibal”, o que em ambos os casos ainda não chega para sê-lo. Para que se perceba bem do que estamos a falar, veja-se primeiro o que é um &lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1085/548063929_d087ee4a1f.jpg"&gt;feto humano com 9 semanas&lt;/a&gt;. É fofo mas realmente não se parece muito com uma pessoa. O que é, então, um aborto desta idade? Bom, suponho que terá o mesmo estatuto que o porco ou o frango. Afinal, não sendo alguém, é só carne. E só mesmo provando para saber mas é possível conjecturar que esventrando uma quantidade suficiente seria até possível fazer-se uma bela tachada de Tripas à Moda do Aborto (se tivéssemos suficientes, claro, nessa idade medem só 4 centímetros). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou será peixe? Neste estádio de ontogénese o feto tem ainda muitas características dos seus antepassados aquáticos, se calhar é peixe. Mais: tal como a pescada, o aborto recebe o nome daquilo que se lhe faz. Além de que, nessa idade, a coluna vertebral ainda nem é rija. Dobrando a espinha a algumas dezenas deles até se servia uma petiscada à séria de abortinhos de rabo na boca. Olha, lá está… “espinha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sei é que com tanta gente a morrer à fome é um crime desperdiçar-se a quantidade enorme de comidinha da boa que se raspa dos úteros portugueses todos os anos. Muita barriga se podia encher com o que se tira de outras. Só em 2008 fizeram-se 17.000 abortos voluntários no nosso País. Ora, estive a fazer as contas e se forem precisos quatro abortos de 9 semanas para se fazer 1cm de chouriço, e cada chouriço medir um príapo (30cm), só em 2008 ter-se-iam feito 142 chouriços de primeira. Pensem na quantidade de pobres que se teria alimentado com tanta chicha. Ou serão os pobres ainda menos humanos do que os quase humanos abortados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreende-se que a ideia repugne, só houve um caso de &lt;a href="http://port.pravda.ru/sociedade/incidentes/27-11-2007/20536-canibalismo-0"&gt;canibalismo registado em Portugal &lt;/a&gt;e o esfomeado era ucraniano. Mas há pelo menos uma &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Korowai"&gt;tribo&lt;/a&gt; que o pratica ainda hoje, não estaríamos a reavivar nenhum costume ultrapassado. E, repito, um aborto não é um ser humano. É carne. Ou peixe. O que é certo é que criação da &lt;em&gt;aborte cuisine&lt;/em&gt; devolveria ao arroz de miúdos a dignidade que lhe foi sonegada pelas piadas do Michael Jackson e do Carlos Cruz. Só por isso valeria a pena. Agora, se depois de tudo isto a ideia de comer um aborto ainda repugnar, isso só pode querer dizer que quem o fizer é, de facto, canibal, sendo um aborto de 9 semanas, logo, um humano de pleno direito. O corolário é que quem aborta é um pouco mais do que quase assassina. Isto não quer dizer que eu seja contra o aborto, note-se! As assassinas, como todos sabem, são boas que se fartam, como a &lt;a href="http://mortalkombat.wikia.com/wiki/Sareena"&gt;Sareena&lt;/a&gt; do Mortal Kombat, que ainda vai rendendo umas boas punhetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis, no fundo, o que se quer dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legisladores, não atirem areia para os olhos… se querem defender a opção do aborto não o façam no enquadramento místico e eufemístico de uma “liberalização do aborto”, em que a vida humana o é sem o ser e se mata sem se matar, mas como mais uma “exclusão de ilicitude do homicídio”, a acrescer à legítima defesa. Isso é que era à homem. É homicídio mas não faz mal. Também ninguém vai sentir a falta de um puto de 4cm que dá mais ares à pastilha elástica que a mãe masca na esquina do que à mãe propriamente dita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, gajas, não atirem sémen para a cona... se não gostam da ideia de matarem um puto passem a agasalhar o tarolo antes de o enfiarem na vulva ou, em alternativa, dobrem-se para a frente, mordam qualquer coisa e preparem a peidola para a futura hemorróida. Porque neste caso posso garantir-vos: o que aí vem não é peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Os meus agradecimentos aos dois carolas do blog &lt;em&gt;&lt;a href="http://olegisladorordinario.blogspot.com/"&gt;O Legislador Ordinário&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; pelo priapismo que demonstraram ao facultarem-me a sabedoria jurídica básica sem a qual este post nojento não teria sido possível]&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-4343695913347456575?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/4343695913347456575/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/12/abortos-aos-pontapes.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4343695913347456575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4343695913347456575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/12/abortos-aos-pontapes.html' title='Abortos aos Pontapés'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SxlEBlBkIWI/AAAAAAAAAEY/hqhMddQS_T0/s72-c/prego1.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-3238883383191043185</id><published>2009-12-01T20:14:00.016Z</published><updated>2009-12-06T22:10:40.056Z</updated><title type='text'>O Correio d'Amanhã - Príapo faz serviço público</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SxWEo2ai9II/AAAAAAAAAEA/P2ZckspifAw/s1600/grim-reaper_mail.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410376364692010114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SxWEo2ai9II/AAAAAAAAAEA/P2ZckspifAw/s320/grim-reaper_mail.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não são raras as vezes em que ouço dizer “Príapo, és um bardajão, um sabujo, e não dizes nada que se aproveite nessa merda de blog”. Como podem imaginar, ao ouvir tais palavras é-me impossível não ficar logo todo inchado, como convém ao verdadeiro priapista. Contudo, não é de modo algum verdade que não passo de um javardola sem causa ou que não tenho preocupações de espécie nenhuma, e quem o afirmar só pode descender de uma puta seropositiva de cona arregaçada. São vários os flagelos deste País que me ralam, alguns mesmo ao ponto de fazerem, por vezes, com que o perene ângulo agudo formado onde o meu marro se une ao meu ventre se aproxime perigosamente da perpendicular. Não é, portanto, um coração de pedra que me irriga a pila de sangue aos litros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses problemas em particular tem a ver com uma lacuna que já persiste há tempo demais no nosso serviço nacional de Correios. Hoje disse "Basta!". Cansado de ver Portugal privado desta forma fundamental de correspondência, resolvi deitar a mão ociosa à obra e escrevi aos CTT, expondo-lhes a ideia directamente. Eis aqui, &lt;em&gt;priapis verbis&lt;/em&gt;, o email enviado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Exmos Srs.,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho por este meio oferecer uma sugestão para uma possível expansão do âmbito dos serviços prestados por V. Exas., de modo a colmatar uma falha nos mesmos que julgo ser de alguma gravidade. A ideia que proponho não é de modo algum original, sendo já praticada há largos anos nos Estados Unidos. Passo então a expô-la para V. consideração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, é necessário que louve a excelente qualidade dos serviços prestados pela ilustre instituição que são os CTT, dos quais faço uso amiúde, escrevendo para amigos e familiares um pouco por todo o mundo. Porém (e posso asseverar que vários outros partilham desta opinião), não deixa de ser constrangedor haver regiões para as quais se está terminantemente proibido de escrever sem que para isso os CTT ofereçam a menor justificação. Falo especificamente da região do Além, vulgo Reino dos Mortos. Neste ponto, tenho de fazer um apelo para que não tomem esta mensagem como uma brincadeira e que mantenham um espírito aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sugestão que ofereço vem nos moldes de um serviço já praticado alhures e cuja morada virtual convido V. Exas. a visitar - &lt;a href="http://www.afterlifetelegrams.com/AFTERLIFE/"&gt;Afterlife Telegrams&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este serviço, como podem ver, oferece a possibilidade de se enviarem telegramas a familiares e amigos já falecidos, pedindo-se a indivíduos com doenças terminais que memorizem as mensagens que os clientes desejam enviar e que as entreguem aos destinatários no Além após exalado o seu derradeiro fôlego (por uma quantia que pode ser considerada módica dada a distância que a correspondência tem de viajar). Uma vez que este serviço não está disponível em língua portuguesa, e como não se pode esperar que doentes terminais anglófonos memorizem mensagens num idioma que não só desconhecem como não estão em condições de aprender - por força da própria condição limitadora em que se encontram -, penso que este seria sem dúvida um campo que exige exploração, não só para vantagem dos CTT como do País. Há sem dúvida mercado para a correspondência transcendente, e apelo aos corações dos próprios que lêem estas palavras para que considerem aqueles que amaram e que já faleceram. Não gostariam também de lhes poderem dizer o que ficou por dizer em vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo a V. resposta com entusiasmo e sincera esperança de que será enviada antes de eu próprio me encontrar nessas regiões que o V. serviço ainda não abrange.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os melhores cumprimentos, subscrevo-me,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Príapo da Silva e Santos da Costa' &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pareceu-me um pseudónimo respeitável. Seja como for, fica demonstrado que também eu me preocupo em andar com este País para a frente. Porque O Filósofo Priapista não é só chavascal - é serviço público.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E claro, se os CTT tiverem tomates para me agraciarem com uma resposta, será postada aqui. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-3238883383191043185?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/3238883383191043185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/12/o-correio-damanha-priapo-faz-servico.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/3238883383191043185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/3238883383191043185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/12/o-correio-damanha-priapo-faz-servico.html' title='O Correio d&apos;Amanhã - Príapo faz serviço público'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SxWEo2ai9II/AAAAAAAAAEA/P2ZckspifAw/s72-c/grim-reaper_mail.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-2283929580076601061</id><published>2009-11-28T01:49:00.008Z</published><updated>2009-12-08T12:59:46.431Z</updated><title type='text'>A violência domestica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SxCJvhB7b4I/AAAAAAAAADA/HiNXmfwz00E/s1600/loreal.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408974601885282178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SxCJvhB7b4I/AAAAAAAAADA/HiNXmfwz00E/s400/loreal.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter sempre à mão um varão onde pendurar as toalhas molhadas, de vez em quando ainda há coisas que me fazem ir aos arames. No passado dia 25 de Novembro assinalou-se o &lt;em&gt;Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher&lt;/em&gt; e, pelos vistos, tem sido assim todos os anos desde 1981. Sinceramente não sabia que isto se estava a passar, deparei-me ontem por mero acaso com uma notícia que o mencionava enquanto procurava vídeos de violação na net que não fossem flagrantemente encenados ou cuja estrela a ser estuprada não fosse um estafermo qualquer das Filipinas com buço e quase com idade para ter o período que devia era ficar agradecida de alguém lhe cuspir para cima meramente como um meio e não como um fim em si. Na minha inocência, pensei de início que se tratava só de mais uma piada da ONU, como o Dia Mundial da Meteorologia (23 de Março) ou o Dia Mundial da População (11 de Julho, que sempre achei particularmente engraçado por ser, de certa forma, um dia que celebra a sua própria condição de possibilidade). Mas não. Página após página, link após link, cada vez mais me ia apercebendo de que toda a gente estava mesmo a levar aquilo a sério. Não é brincadeira, existe mesmo um Dia Internacional dedicado à eliminação da sova feminina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que me espanta é não ver ninguém a fazer barulho. Ninguém se insurge, ninguém diz nada, ninguém faz nada... Como pode ser isto? Como é possível que tantos protestem em defesa da riqueza cultural associada às tradições de maltratar touros e ninguém se erga em defesa da não menos milenar e venerável tradição de maltratar vacas? Todos sabemos bem porquê. A razão é que as ideias propostas na ONU para a criação de novos dias internacionais disto e daquilo podem agora sair de bocas que pouco tempo antes estavam de batom esborratado até às bochechas ocupadas a absorver as gaitas dos mesmos vetustos senhores que ouvem e aprovam essas ideias em respeitável assembleia. Sim, porque não podem haver dúvidas de que a ideia do mencionado Dia foi de uma ponta à outra cozinhada em cabecinhas femininas que nunca deviam ter saído da cozinha logo para começar. E que assim foi é fácil de provar. Considerem alguns exemplos de outros Dias: Dia Mundial da Água, Dia Mundial da Saúde, Dia Mundial do Refugiado. Nomes curtos e simples, criados por mentes objectivas e concisas – leia-se “masculinas”. Qual o resultado do mesmo esforço intelectual realizado por mulheres? O “Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher”. Habituadas que estão a ter as goelas cheias de pénis pensam que é fácil para um homem dizer isto tudo num só fôlego sem se engasgar.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas até nem seria assim tão grave se fosse só isso. O problema é que nem conseguem decidir de uma vez por todas como se chama mesmo a porra do dia afinal! Uma pesquisa no Google devolve as seguintes designações para o mesmo dia, a acrescer à que já mencionei: “Dia Internacional &lt;em&gt;da&lt;/em&gt; Eliminação da Violência Contra a Mulher”; “Dia Internacional &lt;em&gt;da Não-Violência contra as Mulheres&lt;/em&gt;”, “Dia Internacional &lt;em&gt;Contra a Violência Contra as Mulheres&lt;/em&gt; (esta pérola está no site da APAV, esse ninho de ratas)”; “Dia Internacional &lt;em&gt;pela Eliminação de Todas as Formas de Violência Contra as Mulheres&lt;/em&gt;”, e por aí adiante, com várias variações. E não se pense que é um problema de tradução porque em inglês é mais do mesmo, reflectindo claramente que na ONU, como no resto do mundo, o adágio aplica-se com igual propriedade: “Onde há três mulheres, há quatro opiniões”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À súbita onda de solidariedade para com a mulherada acresce o facto de cada vez serem mais os homens a terem de se justificar perante um(a) juiz(a) pelas merecidas pancadas que administram às respectivas esposas e namoradas, como se fossem criminosos. A &lt;a href="http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5j1x2g4P-2a-C2i05UAQlKMxaMXLg"&gt;APAV&lt;/a&gt; acusa um aumento dos “crimes” deste tipo e, como resultado, cada vez há mais homens com medo de espancarem quem há muito anda a pedi-las porque, ao contrário destas últimas, não têm nenhuma associação que proteja o seu direito a dar-lhes forte e feio quando os limites da paciência são largamente ultrapassados. Pois bem, isso tem de mudar, e Príapo vai dar o primeiro passo nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro que tudo há que dizer que a mulher, por natureza, precisa de levar porrada. Tal como o leão de circo, é necessário quebrar-lhe o espírito com umas vergastadas valentes naquele lombo nos bastidores para que mais tarde, em público, seja obediente e nem sequer lhe passe pela cabeça ser espontânea (ainda que, no fim do dia, se lhe dê em recompensa um bocado de carne para abocanhar). É esse o simples facto da vida que serve de título a este post e que convém nunca esquecer: a mulher tem que ser domesticada e &lt;em&gt;a violência domestica&lt;/em&gt;, algo que elas próprias reconheceriam se fossem capazes de raciocínio lógico, porque – não duvidem – os homens dividem-se entre os que batem nas mulheres e os que gostariam de bater, ao passo que as mulheres pertencem todas ao mesmo grupo: as que merecem levar. “Oh, o meu namorado não, é um cavalheiro, um tipo fantástico, ele nunca me bateria”. Acham que sim? Acham mesmo que o vosso namorado é mais fantástico do que o próprio &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/39453023@N00/353100790/"&gt;Sr. Fantástico&lt;/a&gt;, do Quarteto com o mesmo nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto assente: elas nunca o admitirão mas é preciso arrear-lhes. Porém, não pode ser de qualquer maneira, à trolha. A maquilhagem L’Oréal da imagem acima dá prisão e isso é que não pode ser. O que fazer, então? Bom, há importantes lições a aprender com os nossos irmãos &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Euhb6mG-rWY"&gt;muçulmanos&lt;/a&gt; a esse respeito, se substituirmos todas as ocorrências de “Alá” por “Polícia” no seu pensamento. Mas como o que eles dizem por si só não oferece verdadeiramente um método, ficam aqui 10 dicas para que possam sovar as vossas gajas com alegria e tranquilidade, como sempre devia ser, sem deixarem marcas visíveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Puxar os cabelos com força é sempre bom, desde que se deixem ficar alguns.&lt;br /&gt;2) Se ela estiver maquilhada limpe-lhe as trombas primeiro. Uma mulher que vai levar uma tareia vai chorar de certeza e todos os anúncios contra a violência doméstica ostentam a imagem de uma dessas mulas com cara de Joker. Se ela for para a rua assim e não estiver a chover, é cadeia garantida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3) Nunca bater nas duas mamas na mesma sova, mas sempre numa só. Isto porque uma mama que leve um soco geralmente incha. Ora, mesmo que fique negra, a mulher vai ter vergonha de mostrá-la às autoridades porque podem não acreditar que ela tem as mamas desniveladas só por causa do soco, e podem até achar que aquilo já era assim antes. Logo, afinfe-lhe na teta repetidamente a gosto, procurando desfrutar. Tempere com insultos da estação.&lt;br /&gt;4) Bater na cara só à chapada, nunca com sopapos, e convém não apanhar as ventas em cheio porque deixa marcas suspeitas. O ideal é apanhar a bochecha a meio e um bocado da orelha, não só porque não deixa vermelhidão mas também porque o impacto afecta o ouvido interno, ligado ao equilíbrio, e faz a mulher cair desorientada em sublime silêncio. Uma boa maneira de recordar esta regra no calor da sova é pensar na mulher sempre como a “cara-metade”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5) Se a mulher tiver brincos não convém usar a técnica anterior, porque pode fazer ferida e se assim for o agressor inocente pode acabar na cadeia a ser enrabado. Nesses casos, dê-lhe um soco no estômago (nunca nas costelas), e um chuto no cu quando ela se dobrar aos vómitos. Importante: o chuto nunca deve ser de biqueira, mas com o peito do pé. Quando aplicar, imagine que faz um passe alto.&lt;br /&gt;6) Se ela já estiver no chão, aplique-lhe alguns dos mencionados chutos na barriga e termine com um centro à Figo mesmo na pachacha. Repetir até à inconsciência.&lt;br /&gt;7) No caso de ela estar grávida nunca lhe bata na barriga porque um aborto dá nas vistas. Porém, ameace fazê-lo. Ela tentará a todo o custo proteger o feto e deixar-lhe-á o caminho livre para praticar as técnicas 1), 3) e 4) sem restrições. Aproveite também para lhe pisar os pés com vigor. A acumulação de líquidos nas pernas no tempo de gravidez dificulta a formação de nódoas negras e causa também mais dor, o que faz deste um excelente método para disciplinar a prenhe desobediente.&lt;br /&gt;8) No caso de praticar a violência doméstica todos os dias procure inovar nas técnicas de agressão bárbara a que recorre, de modo a que a vida de casal não entre na rotina. Não tenha vergonha de perguntar à sua parceira quais ela prefere.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;9) Se quiser usar um objecto, opte por uma mala de laptop com este lá dentro. A pega torna este objecto prático e a almofadagem interior impede a formação de hematomas na vítima. Caso o laptop se parta durante a agressão, retire-lhe a memória com algumas pancadas de lado e mande arranjar o resto. O laptop, por outro lado, dificilmente terá arranjo.&lt;br /&gt;10) No fim, por via das dúvidas, deve dizer à mulher que a ama e que nunca mais voltará a bater-lhe. Minta a gosto até à persuasão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espero que possa ser útil. Se apenas uma mulher for dolorosamente espancada em consequência deste post, escapando impune o seu heróico agressor, considerarei a minha missão cumprida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-2283929580076601061?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/2283929580076601061/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/11/violencia-domestica.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/2283929580076601061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/2283929580076601061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/11/violencia-domestica.html' title='A violência domestica'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SxCJvhB7b4I/AAAAAAAAADA/HiNXmfwz00E/s72-c/loreal.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-4460709543843121031</id><published>2009-11-25T19:49:00.002Z</published><updated>2009-11-28T15:43:43.710Z</updated><title type='text'>Entrevista Post-Mortem: Robert Enke</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/Sw2Kja9xSvI/AAAAAAAAACY/L0E2efSNHq4/s1600/EnkeDead.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408131068680293106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 259px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/Sw2Kja9xSvI/AAAAAAAAACY/L0E2efSNHq4/s320/EnkeDead.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Após várias tentativas de entrar em contacto com o seu agente (funerário), o Filósofo Priapista conseguiu finalmente agendar uma entrevista exclusiva com Robert Enke, o famigerado guarda-redes que faleceu no passado dia 10 de Novembro e foi a enterrar cinco dias depois. O encontro ficou marcado para hoje de manhã num café em Lisboa. Enke apareceu a horas e bem vivaço, apesar da chuva. Segue-se a transcrição da conversa que tivemos, traduzida do alemão vernáculo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Príapo: Exacto, exacto. Olha, é o país que temos.&lt;br /&gt;Enke: Pois. Mas deixa lá que não é só em Portugal que é assim. Na Alemanha é a mesma merda.&lt;br /&gt;P.: Bom, mudemos de assunto. Não te avisei mas a entrevista já começou, desculpa lá. Robert Enke, antes de mais queria agradecer-te teres dispensado alguns momentos do teu descanso eterno para esta entrevista exclusiva. Como sabes, sou um admirador. É com grande prazer que estou aqui contigo hoje.&lt;br /&gt;E.: Obrigado, caríssimo Príapo. Também é um grande prazer para mim estar aqui hoje, ainda que apenas em parte, dado que só parte de mim está efectivamente aqui.&lt;br /&gt;P.: Sim, não pude deixar de notar que os teus braços e pernas estão ausentes.&lt;br /&gt;E.: É um facto. Infelizmente, depois do impacto do comboio nunca mais foram vistos. Mas as buscas continuam, há terraços ainda por investigar.&lt;br /&gt;P.: Bem, fora isso aparentas estar em boa forma.&lt;br /&gt;E.: Sim, aparte do rabo assado por ter sido arrastado vários metros à frente do comboio sobre tábuas transversais de madeira cheia de farpas até estou bem. De qualquer modo não é assim tão mau ter perdido os membros. Aliás, conto voltar ao trabalho quando já estiver mais recuperado. Talvez já não para o futebol porque agora era complicado mas uma carreira de guarda-redes de hockey não está fora de questão. Afinal, a baliza sempre é mais baixinha.&lt;br /&gt;P.: *risos* Folgo em saber que estás bem disposto, Enke. Concordo plenamente com o que dizes. Eu próprio sou a prova viva de que o que faz um homem não são os membros, mas o tronco.&lt;br /&gt;E.: Pois. Eu neste momento sou só a prova.&lt;br /&gt;P.: E como tem a vida depois de morto?&lt;br /&gt;E.: Olha, Príapo, tem sido melhor do que antes. De início foi complicado, custou-me a aceitar certos aspectos do processo de putrefacção, que é desagradável, mas recebi bastante apoio do Michael Jackson nesse aspecto. Ele já lida com o mesmo problema há décadas portanto pôde recomendar-me uns cremes e afins.&lt;br /&gt;P.: Ah, conheceste o Michael?&lt;br /&gt;E.: Sim, ficámos imediatamente amigos. Temos alguma afinidade, ele também teve um passado negro.&lt;br /&gt;P.: Como se conheceram?&lt;br /&gt;E.: Através da minha filha.&lt;br /&gt;P.: Ah, é verdade, agora depois de morto pudeste reunir-te a ela. Como foi isso?&lt;br /&gt;E.: Posso apenas dizer-te que foi uma sensação inexplicável. Bem... inexistente, na verdade, visto que estou morto e os mortos não sentem nada, mas imagino que teria sido extraordinária se a tivesse sentido. Já anda na escola a miúda, e até já sabe ler, vê lá! Ajudei-a recentemente a redigir a sua primeira composição.&lt;br /&gt;P.: A sério? E foi sobre o quê?&lt;br /&gt;E.: Sobre decomposição, curiosamente.&lt;br /&gt;P.: E ainda ontem era uma bebé de colo…&lt;br /&gt;E.: É verdade. Nós que somos os pais não notamos mas nestas idades apodrecem a uma velocidade incrível. Qualquer dia já é uma mulher. Ou várias, sabe-se lá, a matéria que nos forma dá muitas voltas depois de se tornar adubo.&lt;br /&gt;P.: Vê-se que se ainda tivesses glândulas salivares funcionais serias um pai babado.&lt;br /&gt;E.: Sem dúvida. Tenho muita sorte, é uma miúda impecável. Anda sempre na linha. Olha, nesse aspecto sai ao pai *risos*.&lt;br /&gt;P.: *risos* Ai, ai, Enke, essas tuas piadas secas…&lt;br /&gt;E.: É verdade, é verdade. O humor sempre me esteve no sangue, sabes. Já o meu pai estava sempre na tremalhonguice, era risota constante ao pé dele. Mas claro, quando o meu sangue secou, as minhas piadas também.&lt;br /&gt;P.: Muito bem. Enke, não te prendo mais, mesmo porque imagino que esteja na hora de ires ajudar a tua filhinha a fazer os trabalhos de cripta. Só mais uma questão: há alguma coisa em particular que tenhas aprendido entre os mortos que queiras contar aos nossos leitores?&lt;br /&gt;E.: Não sei, perdi muita mioleira no acidente.&lt;br /&gt;P.: Olha que não se nota nada.&lt;br /&gt;E.: Naturalmente. Sou futebolista.&lt;br /&gt;P.: És o maior. Senhoras e senhores, connosco esteve Robert Enke. Obrigado, Enke. Apertava-te a mão mas não tens nenhuma.&lt;br /&gt;E.: Deixa lá isso. Peço-te apenas que me metas num saco e me atires ao Tejo antes da hora do almoço, senão perco a corrente e só consigo voltar para casa amanhã de manhã.&lt;br /&gt;P.: Enke… Será uma honra. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-4460709543843121031?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/4460709543843121031/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/11/entrevista-post-mortem-robert-enke.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4460709543843121031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4460709543843121031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/11/entrevista-post-mortem-robert-enke.html' title='Entrevista Post-Mortem: Robert Enke'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/Sw2Kja9xSvI/AAAAAAAAACY/L0E2efSNHq4/s72-c/EnkeDead.png' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-701517882920327064.post-4185796614593120452</id><published>2009-11-24T17:46:00.000Z</published><updated>2009-11-25T20:10:02.573Z</updated><title type='text'>Ejaculação Inaugural</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwcGnkIXmI/AAAAAAAAACA/UO5sVXOgti4/s1600/Pr%C3%ADapo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407728152590442082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 247px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwcGnkIXmI/AAAAAAAAACA/UO5sVXOgti4/s320/Pr%C3%ADapo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ao leitor transeunte,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer tenha vindo parar a este blog por lapso enquanto embrenhado numa qualquer pesquisa virtual doentia, quer por outro motivo obscuro que agora também não interessa, imagino que não possa deixar de se sentir ultrajado por se ter encontrado inadvertidamente diante da enorme vergasta que brota do baixo-ventre do indivíduo representado na imagem acima, no estilo típico de uma época em que ainda ninguém desenhava muito bem. Para mais, ainda se viu confrontado com a estupidez aparente que é associar de algum modo o priapismo – essa paradoxal doença de grande gravidade que, simultaneamente, a desafia – à Filosofia – suprema actividade do espírito humano, associada mais à edificação do que à erecção, de tal modo que já não haveria hoje espíritos humanos a edificar se o número de filósofos existentes a qualquer momento da História não se restringisse sempre a uma reduzida percentagem da população, curiosamente comparável à dos que sofrem de priapismo. Portanto, não me sentiria bem nem conseguiria dormir descansado hoje se não explicasse que porra vem a ser esta. Primeiro, um pouco de cultura histórica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensina-nos a Encyclopaedia Britannica que Príapo era um deus da fertilidade animal e vegetal, cujo culto originou no Helesponto (actual Estreito de Dardanelos, na Turquia), tendo-se espalhado a partir daí para o resto do mundo. Não obstante a forma terrena desta peculiar divindade ser humana, era facilmente identificável entre a multidão por ostentar um barrote permanentemente entesado do tamanho de um monovolume de dois lugares. Na versão grega da história, os seus pais eram, como não podia deixar de ser, Dioniso (o deus da bebedeira) e Afrodite (a deusa de fazer o amor). O animal que se costumava sacrificar em sua honra era o burro, e de modo a que fiquem esclarecidos todos aqueles que se questionarem quanto ao motivo por que assim era, cito directamente a Encyclopaedia Britannica: “The ass was sacrificed in his honour […]”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, um pouco de cultura científica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a autoridade da revista Caras, o priapismo caracteriza-se por uma dolorosa erecção peniana que se prolonga por mais de 6 horas, e que pode afectar qualquer um, mesmo crianças e anões, sendo nestes dois últimos casos bastante mais grave mas também bastante mais engraçado. Se não for tratado depressa, o priapismo pode degenerar em impotência crónica e, caso persista por mais do que cinco dias, pode mesmo levar à morte ou, pior, à necessidade de se capar o mastro. Nestes casos, o falo amputado costuma ser substituído por uma prótese peniana, após o que o prazer do acto sexual se torna comparável ao de ouvir alguém contar como foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a mente clarividente que lê estas palavras, então, não poderá deixar de ser revelado em toda a sua magnificência o facto de que a vida não é ela própria mais do que priapismo: dolorosa, potencialmente fatal, mas ao mesmo tempo uma sorte do caraças quando acontece porque calha a poucos e enquanto dura há que aproveitar. Eis aqui encapsulado o fundamento do Priapismo enquanto corrente filosófica, da qual este blog representa a alvorada, acompanhada de respectiva tesão matinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que o leitor não se deixe seduzir pela subtileza desta observação existencial. Toda a profundidade e sobriedade cessam aqui. Aliás, estou a tratar-te por “você” desde o início nem sei porquê. A verdade é que serão aqui escritas coisas que irão ofender, coisas desnecessárias e de gosto questionável quando não flagrantemente mau. Raras vezes se lerá aqui alguma coisa de jeito e, nos casos em que tal acontecer, peço apenas que me avisem para que não se repita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, de modo a que se inaugure desde já a falta de educação, apresento-me no fim. Sou o Filósofo Priapista, ou simplesmente Príapo, o anónimo e bem vestido, que talvez um dia venha a responder ao teu súbito olhar de assombro com um sorriso misterioso, num comboio cheio, se encostares muito o carrinho à praça. Ou talvez não. Seja como for, onde houver uma tesão, desconfia.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/701517882920327064-4185796614593120452?l=ofilosofopriapista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/feeds/4185796614593120452/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/11/blog-post.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4185796614593120452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/701517882920327064/posts/default/4185796614593120452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ofilosofopriapista.blogspot.com/2009/11/blog-post.html' title='Ejaculação Inaugural'/><author><name>Príapo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16599071185020020892</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='15' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwUESprN8I/AAAAAAAAABQ/4ZP78agvC8k/S220/priapu1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MHDnrw1QVO8/SwwcGnkIXmI/AAAAAAAAACA/UO5sVXOgti4/s72-c/Pr%C3%ADapo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
